Geral

EUA perdem influência global para a China, aponta pesquisa citada pelo The Guardian

Estudo mostra que aliados europeus se distanciam dos EUA, enquanto percepção positiva sobre a China cresce em diversos países.

15/01/2026
EUA perdem influência global para a China, aponta pesquisa citada pelo The Guardian
Pesquisa mostra que influência global dos EUA diminui enquanto a da China cresce, segundo The Guardian. - Foto: © AP Photo / Susan Walsh

Durante o segundo mandato presidencial de Donald Trump, os Estados Unidos causam menos temor em seus adversários tradicionais, enquanto seus aliados, especialmente na Europa, se sentem cada vez mais distantes, aponta o jornal The Guardian, com base em dados de uma pesquisa internacional.

Segundo a publicação, a maioria da população mundial acredita que a abordagem "America First" de Donald Trump, que prioriza os interesses norte-americanos, acaba, paradoxalmente, favorecendo o avanço da influência chinesa.

O levantamento, realizado pelo think tank Conselho Europeu de Relações Exteriores (ECFR), revelou que a maioria dos entrevistados em 21 países projeta um aumento do protagonismo global da China na próxima década.

No total, cerca de 26 mil pessoas de 13 países europeus, além de EUA, China, Rússia, Índia, Turquia, Brasil, África do Sul e Coreia do Sul, demonstraram expectativa de crescimento do peso chinês no cenário internacional nos próximos dez anos.

A pesquisa também indica que apenas na Ucrânia e na Coreia do Sul a maioria dos entrevistados vê a China como ameaça. Por outro lado, aumentou o número de pessoas que consideram a China uma aliada em países como Brasil, África do Sul e Índia.

Nesses mesmos países, além da Turquia e dos próprios Estados Unidos, a maioria dos participantes não acredita que a influência americana continuará crescendo.

"Em meio a uma atitude cada vez mais favorável em relação à China, o status dos EUA como aliado diminuiu em quase todos os países incluídos no estudo", destaca a publicação.

De acordo com os autores do estudo, os dados revelam "um mundo em que as ações dos EUA fortalecem a posição da China". Eles acrescentam que a intervenção de Trump na Venezuela e as ambições territoriais sobre a Groenlândia sugerem que "ele decidiu que é melhor, para uma grande potência, ser temida do que amada".

Por Sputnik Brasil