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Arapiraca realiza caminhada em memória de Cícera Laura e contra o feminicídio

Ato reúne milhares em homenagem à vítima de feminicídio e reforça luta por segurança das mulheres no município

15/01/2026
Arapiraca realiza caminhada em memória de Cícera Laura e contra o feminicídio
Caminhada reúne multidão em Arapiraca em memória de Cícera Laura e contra o feminicídio.

Foto: Pablício Vieira – Ascom Arapiraca

A Prefeitura de Arapiraca, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para a Mulher, promoveu nesta quarta-feira (14) a caminhada “Por Cícera. Por Elas”, um ato público em memória de Cícera Laura da Silva, vítima de feminicídio, e em defesa da vida das mulheres arapiraquenses.

O evento, realizado no Bosque das Arapiracas, reuniu milhares de pessoas vestidas de branco, simbolizando solidariedade, união e resistência. O prefeito Luciano Barbosa participou da mobilização, acompanhado por familiares de Cícera, secretários, vereadores, representantes de movimentos sociais, estudantes, servidores públicos e a comunidade.

O objetivo da caminhada foi transformar a dor em luta e reafirmar o compromisso coletivo com a construção de um ambiente mais seguro para todas as mulheres. “Essa caminhada surgiu para reafirmar que o município de Arapiraca não irá tolerar nenhum tipo de violência contra a mulher, sobretudo o feminicídio. A gestão está integrada não somente com ações entre secretarias, mas também com a Polícia Militar e a Polícia Civil para que possamos reforçar a segurança na nossa cidade”, destacou a secretária Paula Tainá.

Entre as iniciativas da Secretaria de Políticas Públicas para a Mulher está a criação de um projeto de lei, batizado com o nome de Cícera Laura, voltado ao fortalecimento da segurança no município, incluindo monitoramento eletrônico em pontos estratégicos como o Bosque das Arapiracas, Lago da Perucaba, Marginal do Riacho Piauí e pontos de ônibus.

Em 2025, o Centro de Referência e Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência (CRAMSV) já atendeu mais de 680 mulheres em situação de violência. O número acende um alerta e reforça a necessidade de mobilização de toda a sociedade, independentemente de identidade de gênero ou classe social, para garantir uma cidade mais segura para todas.