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Helicóptero a serviço da Cedae é alvo de tiros no Rio; prestador de serviço é ferido
Aeronave sobrevoava o Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, quando foi atingida. Homem ficou ferido de raspão e passa bem. Polícia investiga o caso.
Um helicóptero contratado pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) foi alvo de disparos na manhã desta quarta-feira, 14, enquanto sobrevoava a região do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Durante o ataque, um homem que prestava serviço à empresa contratada pela Cedae foi atingido de raspão na panturrilha. Segundo a Polícia Civil, o caso está sob investigação.
Após os disparos, o helicóptero realizou um pouso de emergência no Grupamento Aeromóvel de Niterói. A vítima foi encaminhada ao Hospital Estadual Azevedo Lima, recebeu atendimento médico e encontra-se em estado estável, sem risco de vida, conforme informou a Cedae.
Por questões de segurança, os nomes do ferido e da empresa para a qual ele trabalha não foram divulgados.
No momento do ataque, a equipe realizava monitoramento ambiental dos rios Macacu e Guapiaçu, mananciais do Sistema Imunana-Laranjal.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que a 78ª DP (Fonseca) conduz as investigações. "Agentes realizam diligências na unidade médica e outras ações para apurar as circunstâncias dos fatos", informou a corporação.
Até o momento, não há informações sobre a autoria ou motivação dos disparos, já que as investigações seguem em andamento.
No dia anterior ao ataque, agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital realizaram uma operação em São Gonçalo contra o crime organizado. Durante a ação, houve confronto com criminosos no Complexo do Salgueiro e três veículos de luxo utilizados por integrantes do Comando Vermelho foram recuperados.
Ataques a aeronaves aumentam no Rio
Segundo a Polícia Civil, os ataques a helicópteros blindados da polícia cresceram 1800%. No entanto, a corporação não detalhou o número de ocorrências nem o período considerado para o levantamento.
Em março do ano passado, o copiloto Felipe Marques Monteiro foi baleado na cabeça durante uma operação policial em Vila Aliança, zona oeste do Rio. Ele ficou internado por nove meses e teve alta em dezembro.
Já em fevereiro do mesmo ano, um helicóptero da Polícia Militar foi atingido durante uma ação na Cidade Alta, zona norte da capital, e precisou fazer um pouso forçado.
"Esse é um modus operandi das facções criminosas, que disparam para impedir a presença das forças de segurança nas proximidades das comunidades", explicou a polícia.
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