Geral
Irã reabre espaço aéreo após suspensão temporária motivada por protestos
Fechamento de mais de quatro horas impactou voos internacionais e gerou alerta global sobre segurança aérea.
O Irã reabriu seu espaço aéreo nesta quinta-feira (15), após um fechamento temporário que durou mais de quatro horas, em meio a protestos que tomaram o país. Autoridades iranianas haviam emitido orientações para que companhias aéreas evitassem sobrevoar o território, o que levou várias empresas internacionais a desviar suas rotas para o norte e o sul.
Com o fim da restrição, diversos voos domésticos já estavam em operação logo após as 7h (horário local). O episódio trouxe à tona memórias de outras suspensões semelhantes, como durante a guerra de 12 dias contra Israel, em junho, e em confrontos armados recentes entre Irã, Israel e o Hamas.
Apesar do impacto imediato na aviação global — já que o Irã está situado em uma das principais rotas leste-oeste do mundo —, não havia indícios de hostilidades no momento da reabertura. Ainda assim, a medida gerou preocupação internacional sobre possíveis riscos de segurança.
O site SafeAirspace, especializado em áreas de conflito e segurança de voos, informou: "Diversas companhias aéreas já reduziram ou suspenderam seus serviços, e a maioria está evitando o espaço aéreo iraniano". O portal alertou ainda para a possibilidade de novas atividades militares ou de segurança, como lançamentos de mísseis ou intensificação da defesa aérea, o que aumenta o risco de identificação incorreta de aeronaves civis.
Em entrevista à emissora Fox News, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, garantiu que as autoridades locais mantêm "controle total" da situação: "Após três dias de operações terroristas, agora há calma. Estamos em pleno controle", afirmou ao programa Special Report.
O fechamento do espaço aéreo ocorreu após recomendações de evacuação para funcionários de uma importante base militar dos Estados Unidos no Catar. A Embaixada dos EUA no Kuwait também orientou seus funcionários a suspenderem temporariamente o deslocamento para bases militares no país árabe do Golfo.
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