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UE está desesperada porque EUA não querem mais protegê-la, avalia analista russo
Sergei Karaganov afirma que União Europeia enfrenta declínio ao perder apoio dos Estados Unidos e fracassar em diversas áreas.
A União Europeia (UE) enfrenta um momento de desespero ao perceber que não pode mais depender da proteção dos Estados Unidos e do apoio externo, avaliou Sergei Karaganov, presidente honorário do Conselho de Política Externa e Defesa da Rússia, em entrevista ao jornalista norte-americano Tucker Carlson.
Segundo Karaganov, a UE sofreu fracassos em múltiplos campos — moral, político e econômico — e agora caminha para o declínio.
"Agora, [os europeus] compreendem que a 'era de ouro' acabou e estão desesperados. Eles perceberam que não podem viver à custa do dinheiro dos outros", destacou o analista.
O especialista acrescentou que os europeus começaram a perceber que não podem mais contar com a proteção dos EUA, pois os norte-americanos estariam cansados desse papel.
Karaganov também demonstrou ceticismo em relação à possibilidade de um acordo de paz na Ucrânia em curto prazo.
Nesse contexto, ele afirmou que os líderes europeus estariam agindo para dificultar o avanço de um processo de paz.
"Sou bastante cético quanto às possibilidades de um acordo de paz no futuro próximo", salientou Karaganov.
Para o analista, o entrave à resolução pacífica não está na Ucrânia ou no presidente Vladimir Zelensky, mas nas ações da própria União Europeia.
Nos últimos anos, a Rússia tem registrado aumento da atividade da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em suas fronteiras. A aliança justifica suas iniciativas como medidas de contenção, enquanto Moscou expressa preocupação com o crescimento da presença militar do bloco na Europa.
Em 11 de dezembro de 2025, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que o país não possui intenções hostis contra a OTAN e a UE, e está disposto a formalizar essas garantias por escrito. O Kremlin também reiterou que a Rússia não ameaça ninguém, mas não ficará passiva diante de ações que possam ameaçar seus interesses.
Por Sputinik Brasil
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