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Aquecimento global ameaça futuro dos Jogos de Inverno, diz estudo
Mudanças climáticas deverão reduzir pela metade os locais que poderão sediar evento
Um estudo publicado pelas Universidades de Waterloo, no Canadá, e de Innsbruck, na Áustria, alertou que o aquecimento global poderá reduzir quase pela metade o número de locais capazes de sediar os Jogos Olímpicos de Inverno até 2050.
Das 93 áreas que atualmente possuem infraestrutura adequada para receber o megaevento esportivo, apenas 52 deverão apresentar neve suficiente e temperaturas baixas o bastante para sustentar as Olimpíadas daqui a 25 anos.
De acordo com os especialistas, a situação poderá se agravar ainda mais: esse número provavelmente vai cair para apenas 30 na década de 2080, dependendo da intensidade das ações globais para conter a poluição por dióxido de carbono.
Os pesquisadores das instituições também apontam que muitos locais terão de recorrer a sistemas avançados de produção de neve artificial para viabilizar as competições.
Entre os locais considerados "improváveis" pelo estudo estão Chamonix e Grenoble, na França; Garmisch, na Alemanha; e Sochi, na Rússia. Já Vancouver (Canadá), Palisades Tahoe (EUA), Sarajevo (Bósnia e Herzegovina) e Oslo (Noruega) foram classificados como "climaticamente arriscados".
A primeira edição dos Jogos Olímpicos de Inverno a depender quase inteiramente de neve artificial foi a de 2022, em Pequim. Para Milão e Cortina d'Ampezzo, na Itália, o comitê organizador estima produzir cerca de 2,4 milhões de metros cúbicos de neve artificial.
Em comparação, nos Jogos de 1956, realizados em Cortina d'Ampezzo, não houve uso de neve artificial. Em contrapartida, o Exército da nação anfitriã transportou diversos caminhões carregados de neve das Dolomitas até o vale.
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