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UE propõe empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia; Von der Leyen defende força para paz

Presidente da Comissão Europeia detalha novo pacote financeiro para 2026-2027, com foco em assistência militar e apoio ao orçamento ucraniano.

14/01/2026
UE propõe empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia; Von der Leyen defende força para paz
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta terça-feira (13) um novo pacote de apoio financeiro à Ucrânia, reforçando o compromisso da União Europeia (UE) em garantir "financiamento estável e previsível" ao país em meio à guerra com a Rússia.

Durante discurso em Bruxelas, Von der Leyen destacou que, para alcançar um acordo de paz, a Ucrânia "precisa estar em uma posição de força tanto no campo de batalha quanto na mesa de negociações".

Segundo ela, a Comissão Europeia apresentou propostas legais para viabilizar um empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia, conforme acordo firmado no Conselho Europeu em dezembro. "Hoje apresentamos nossa proposta para um empréstimo de 90 bilhões de euros para 2026 e 2027 – financiamento estável e previsível para nosso corajoso parceiro e vizinho", afirmou a presidente, ressaltando que a medida "reafirma o compromisso inabalável da Europa com a segurança, a defesa e o futuro da Ucrânia".

O pacote será dividido em duas partes: dois terços, equivalentes a 60 bilhões de euros, destinados à assistência militar, e um terço, ou 30 bilhões de euros, voltados ao apoio orçamentário geral, com o objetivo de manter serviços públicos essenciais e sustentar reformas estruturais. Von der Leyen frisou que o repasse dos recursos estará condicionado ao respeito a processos democráticos sólidos, ao Estado de Direito e a medidas anticorrupção, destacando que tais exigências são inegociáveis.

A presidente da Comissão Europeia também mencionou que a UE mantém em aberto a possibilidade de um empréstimo de reparações e que "reservamos o direito de usar os ativos russos imobilizados", em conformidade com as normas europeias e internacionais. Ao encerrar, Von der Leyen expressou expectativa de uma aprovação célere pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, para que "a Ucrânia receba o primeiro desembolso muito em breve".