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Venezuela inicia libertação de cidadãos americanos presos, confirma Departamento de Estado dos EUA
Liberação ocorre após pressão internacional e envolve também presos políticos venezuelanos; número exato de libertados ainda é incerto.
A Venezuela iniciou o processo de libertação de cidadãos americanos detidos no país, conforme confirmou o Departamento de Estado dos Estados Unidos nesta terça-feira, 13. A ação faz parte de uma série de medidas implementadas pelo governo interino, liderado pela presidente Delcy Rodríguez, que começou a liberar presos políticos, incluindo estrangeiros, desde a última quinta-feira, 8.
“Saudamos a libertação de americanos detidos na Venezuela. Este é um passo importante na direção certa por parte das autoridades interinas”, afirmou um funcionário do Departamento de Estado, sob condição de anonimato. Ele não detalhou quantos cidadãos foram libertados, apenas informou que se trata de mais de um indivíduo.
Outra fonte, também sob anonimato, relatou que cinco americanos foram soltos: quatro na terça, 13, e um na segunda, 12.
Em julho, a Venezuela já havia libertado dez cidadãos americanos em troca da repatriação de dezenas de migrantes deportados pelos Estados Unidos para El Salvador.
Na sexta-feira, 9, o presidente Donald Trump celebrou a libertação dos primeiros presos políticos e, em resposta, cancelou uma "segunda onda de ataques" ao país sul-americano.
Na noite de terça, 13, a ONG Foro Penal confirmou a libertação de 56 presos políticos e criticou a falta de transparência do governo sobre as condições das solturas.
A Venezuela, por sua vez, contestou o número divulgado pela organização e afirmou que 400 pessoas foram soltas. No entanto, o governo interino não apresentou provas das libertações, nem detalhou quando elas ocorreram ou a identidade dos libertados, o que impossibilita determinar se todos estavam presos por motivos políticos ou por outras razões.
O número de detidos aumentou durante os protestos contra as eleições de 2024, nas quais Nicolás Maduro foi declarado vencedor, apesar das inúmeras acusações de fraude eleitoral. (Com agências internacionais)
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