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Bolsas europeias operam sem direção única em meio a tensões geoeconômicas

Mercados reagem a incertezas globais, tensões no Oriente Médio e expectativa por dados dos EUA

Patricia Lara 14/01/2026
Bolsas europeias operam sem direção única em meio a tensões geoeconômicas
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

As principais bolsas da Europa operam sem direção definida nesta quarta-feira (14), refletindo o clima de cautela diante do cenário geoeconômico global e da expectativa por uma agenda movimentada nos Estados Unidos, que inclui divulgação de dados econômicos, o Livro Bege do Federal Reserve e balanços de grandes bancos.

Por volta das 7h31 (horário de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 registrava alta de 0,27%, aos 612,06 pontos. Londres subia 0,33%, Paris avançava 0,33% e Frankfurt recuava 0,30%. Milão tinha alta de 0,36%, enquanto Lisboa caía 0,40%. Madri, por sua vez, subia 0,62%.

No campo geopolítico, um avião da Marinha dos Estados Unidos sobrevoou a região próxima à costa do Irã na terça-feira, enquanto o governo iraniano acusou Washington de tentar criar um pretexto para intervenção. O presidente dos EUA, Donald Trump, incitou a população iraniana a derrubar o regime e prometeu apoio, em meio a protestos que já deixaram mais de 3 mil mortos.

Ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia se reúnem nesta quarta-feira com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, segundo fonte diplomática da União Europeia citada pelo Político.

O vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos, afirmou que a elevada incerteza no ambiente global ainda não se reflete nos preços atuais do mercado.

Entre os ativos de defesa, a Rheinmetall recuava 0,34% em Frankfurt e a Leonardo caía 0,47% em Milão. Os investidores voltavam atenção para a empresa checa Czechoslovak Group, que anunciou planos de lançar ações existentes e novas na Euronext Amsterdam, podendo realizar uma das maiores ofertas públicas iniciais da Europa em 2026. A companhia é grande fornecedora de munições e equipamentos para a Otan e Ucrânia.

Em Londres, mineradoras e empresas ligadas a commodities davam suporte ao índice FTSE 100, impulsionadas pela valorização dos metais preciosos e matérias-primas industriais. Destaque para a Endeavour Mining (+3,12%), Glencore (+2,10%) e Fresnillo (+1,27%).

Na contramão, a Pearson despencava quase 8%, liderando as perdas do índice após o grupo educacional informar que sua unidade Assessment & Qualifications perdeu um contrato em New Jersey, o que deve impactar o desempenho do primeiro semestre de 2026.

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