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Itamaraty expressa preocupação com protestos no Irã, mas evita críticas à repressão

Governo brasileiro lamenta mortes e pede diálogo, mas não condena ações do regime iraniano durante manifestações

13/01/2026
Itamaraty expressa preocupação com protestos no Irã, mas evita críticas à repressão
Nesta foto obtida pela Associated Press, os iranianos participam de um protesto antigoverno em Teerã, no Irã, na sexta-feira, 9 de janeiro de 2026. - Foto: UGC via AP

O Ministério das Relações Exteriores divulgou nesta terça-feira, 13, uma nota sobre os protestos que vêm ocorrendo no Irã nos últimos dias. O Itamaraty afirmou acompanhar "com preocupação" a situação, mas não mencionou explicitamente a repressão do governo iraniano nem as mortes de manifestantes contrários ao regime.

"O governo brasileiro acompanha, com preocupação, a evolução das manifestações que ocorrem, desde o dia 28 de dezembro, em diversas localidades do Irã. O Brasil lamenta as mortes e transmite condolências às famílias afetadas", destacou o comunicado oficial.

No posicionamento, o ministério ressaltou ainda que "cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país" e pediu que "todos os atores se engajem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo".

Apesar das mortes e da repressão relatadas por organizações internacionais, como a Human Rights Activists News Agency — que contabilizou pelo menos 2 mil mortos até esta terça-feira —, o governo brasileiro evitou fazer críticas diretas à violência no Irã. O comunicado destaca que, mesmo com o bloqueio de comunicações imposto pelas autoridades iranianas, manifestantes conseguiram realizar ligações para o exterior após dias de restrição.

O Itamaraty informou ainda que "se mantém atento às necessidades da comunidade brasileira no Irã" por meio da Embaixada do Brasil em Teerã e que "não há registros, até o momento, de nacionais mortos ou feridos".