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Trump quer presidente do Fed que reduza juros mesmo com mercado em alta
Em discurso, ex-presidente dos EUA critica Jerome Powell e defende cortes de juros em cenário positivo
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (13), durante discurso em Detroit, que deseja alguém à frente do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, disposto a reduzir a taxa de juros mesmo quando o mercado estiver "indo bem".
"Em outros tempos, a taxa de juros cairia frente a bons números da economia", declarou Trump. "Quero alguém no Fed que reduza os juros quando o mercado estiver caminhando bem", reforçou, criticando o atual presidente do Fed, Jerome Powell, a quem acusou de encerrar qualquer "rali" nos mercados financeiros. Trump chegou a chamar Powell de "idiota" e afirmou que o dirigente do banco central estará fora do cargo "em breve".
O ex-presidente também defendeu sua política tarifária, ressaltando que dirigentes da Suprema Corte e do Congresso contrários à medida estariam "dando apoio à China". "As tarifas trouxeram trilhões de dólares em novos investimentos e parcerias sem precedentes. A Suprema Corte agora vai avaliar essas tarifas e opções alternativas serão discutidas se perdermos na justiça", afirmou.
Sobre a situação da Venezuela, Trump declarou que sua gestão está colaborando com o governo de Caracas após o que chamou de "ataque menos letal da história". Segundo ele, os EUA estão recebendo "milhões e milhões de barris de petróleo", avaliados em bilhões de dólares, provenientes do país sul-americano. "Vamos tornar aquele país, a Venezuela, muito forte novamente", disse, prometendo ainda trabalhar para que os preços do petróleo "caiam ainda mais".
Trump voltou a comentar sobre a redução dos preços nos EUA e anunciou a intenção de lançar novas políticas para conter o aumento de preços de bens para os americanos.
"Temos planos para reduzir os preços de medicamentos que serão anunciados no fim da semana", acrescentou, sinalizando também que irá detalhar seu plano de política habitacional durante o Fórum Econômico Mundial (WEF), em Davos.
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