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Banco Mundial projeta desaceleração na Europa e Ásia Central em 2025, com recuperação gradual até 2027

Relatório aponta crescimento limitado por consumo fraco e desafios estruturais, mas prevê retomada impulsionada por Turquia e exportações

13/01/2026
Banco Mundial projeta desaceleração na Europa e Ásia Central em 2025, com recuperação gradual até 2027
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O crescimento econômico da Europa e da Ásia Central deve desacelerar em 2025, mas tende a se estabilizar em 2026 e ganhar fôlego em 2027, conforme aponta o relatório Perspectivas Econômicas Mundiais do Banco Mundial, divulgado nesta terça-feira, 13. A instituição projeta que a expansão regional recue para 2,4% em 2025 — mesmo percentual estimado anteriormente — em comparação ao avanço de 3,6% em 2024. Esse desempenho reflete, sobretudo, o enfraquecimento do consumo privado, especialmente na Rússia, devido ao efeito defasado de uma política monetária mais restritiva.

Para 2026, o Banco Mundial prevê que o crescimento permaneça estável em 2,4%, levemente abaixo da projeção anterior de 2,5%. O resultado deve ser sustentado por uma demanda doméstica sólida, capaz de compensar os impactos negativos de um cenário externo menos favorável. Já em 2027, a expectativa é de expansão de 2,7%, patamar mantido em relação ao relatório anterior, impulsionada principalmente pela aceleração da atividade econômica na Turquia e por uma recuperação gradual das exportações.

Indicadores de alta frequência revelam uma atividade econômica moderada no segundo semestre de 2024, segundo o Banco Mundial. Os índices de gerentes de compras do setor industrial permaneceram em território contracionista em países como Rússia, Turquia e Polônia, enquanto o setor de serviços demonstrou maior resiliência. O relatório ressalta ainda que o comércio foi prejudicado pela elevada incerteza em relação às políticas comerciais e pelo crescimento contido da zona do euro, o que limitou as exportações, sobretudo na Europa Central e nos Bálcãs Ocidentais.

Apesar da perspectiva de recuperação, o relatório alerta que o crescimento da região segue limitado por gargalos estruturais e pelo envelhecimento da população, além de riscos relevantes, como uma possível escalada das tensões comerciais, inflação persistente e o prolongamento da guerra na Ucrânia. Em contrapartida, um eventual arrefecimento do conflito e avanços de produtividade associados à inteligência artificial (IA) podem impulsionar o crescimento acima do cenário base projetado.