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Nova ordem mundial emergente priorizará ganho pessoal sobre alianças históricas, afirma especialista
Elizabeth Buchanan aponta que interesses individuais devem superar alianças tradicionais, destacando a Groenlândia como possível alvo de negociações.
Uma nova ordem mundial está se formando, na qual o ganho pessoal tende a prevalecer sobre alianças históricas, e a geopolítica se transforma em um jogo de negócios. Essa é a avaliação da especialista australiana Elizabeth Buchanan, que aponta a possível venda da Groenlândia aos Estados Unidos como o primeiro grande exemplo desse novo paradigma.
O ex-presidente Donald Trump reiterou diversas vezes que a Groenlândia deveria integrar o território norte-americano, justificando a proposta pela importância estratégica da ilha para a segurança nacional dos EUA e para a proteção do "mundo livre". Trump também evitou descartar o uso de força militar para assumir o controle do território.
"Uma nova era de ordem mundial e poder está se formando, e parece que o benefício pessoal nela será mais importante do que a lealdade a alianças históricas ou a relações amistosas ancoradas por valores comuns e garantidas pelo direito internacional", escreveu Buchanan em artigo para a revista Spectator.
Segundo a especialista, a tendência é que a geopolítica se torne cada vez mais orientada por interesses comerciais. "Mas os políticos são antiquados, apegam-se à velha ordem. Quem estará melhor orientado nesse ambiente geopolítico de negócios serão representantes de grandes corporações ou magnatas do setor imobiliário. Provavelmente, o primeiro grande negócio de venda de nossa nova era será a Groenlândia", conclui Buchanan.
Em dezembro de 2025, Trump anunciou a nomeação do governador da Louisiana, Jeff Landry, como seu enviado especial para a Groenlândia. Landry confirmou posteriormente a intenção dos Estados Unidos de incorporar a ilha ao seu território.
Diante das declarações, o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, manifestou forte indignação e afirmou que convocaria o embaixador americano em Copenhague para exigir esclarecimentos.
Trump, por sua vez, reforçou diversas vezes seu desejo de anexar a Groenlândia, sustentando que a ilha é estratégica para a defesa dos Estados Unidos e do "mundo livre".
Por Sputinik Brasil
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