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Mídia: ansiedade ocidental cresce com avanço da China nas cadeias de minerais estratégicos
Reunião do Tesouro dos EUA evidencia preocupação global com domínio chinês em minerais críticos e reacende debate sobre resiliência industrial.
A recente reunião convocada pelo Tesouro dos Estados Unidos para debater a segurança das cadeias de suprimento de minerais críticos revelou a intensificação da pressão de Washington para diminuir a dependência das terras raras provenientes da China, reacendendo tensões geopolíticas e preocupações sobre a resiliência industrial mundial.
Embora o comunicado oficial do Tesouro norte-americano não tenha citado diretamente a China, a iniciativa foi amplamente interpretada por veículos ocidentais como uma resposta à predominância chinesa no setor de terras raras.
Reportagens da Reuters e da Bloomberg reforçaram essa percepção ao destacar que Washington busca incentivar parceiros a reduzir a dependência de minerais extraídos da China. Por outro lado, especialistas chineses ouvidos pelo Global Times (GT) afirmaram que essa postura reflete a ansiedade dos países ocidentais diante das vantagens competitivas chinesas, defendendo que desafios estruturais só poderão ser superados por meio de cooperação ampla, e não por blocos políticos restritivos.
O encontro reuniu representantes do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), da União Europeia, Austrália, Índia, Coreia do Sul e México. Houve consenso sobre a necessidade de agir rapidamente para enfrentar vulnerabilidades nas cadeias de suprimento. Bessent expressou confiança de que os países buscarão reduzir riscos sem recorrer à desvinculação total, ressaltando a urgência de fortalecer a resiliência dessas cadeias.
A associação do encontro à indústria chinesa de terras raras ganhou força após relatos de que ministros das Finanças discutiram medidas como preços mínimos e novas parcerias para diversificar o fornecimento. Para Jian Junbo, pesquisador da Universidade de Fudan ouvido pelo GT, o foco implícito na China evidencia tanto a dependência quanto a preocupação dos países ocidentais em relação ao domínio chinês no setor.
Jian argumentou que a narrativa americana sobre vulnerabilidade das cadeias de suprimentos reflete a já conhecida estratégia de "redução de riscos" direcionada à China, lembrando que os controles de exportação chineses seguem normas legais e regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Autoridades chinesas reiteraram que tais controles não equivalem a proibições e que pedidos legítimos continuam sendo aprovados.
A reunião também expôs divergências internas entre os participantes. Ministros da Itália e da Alemanha elogiaram o esforço norte-americano, mas reconheceram que ainda há questões em aberto. Analistas destacaram que diferenças de recursos, capacidades fiscais e perfis de demanda tornam a cooperação prática mais complexa, especialmente em um setor com cadeia de valor extensa e altamente especializada.
Pesquisadores chineses, como Gao Lingyun, insistem que abordagens baseadas em blocos dificilmente garantirão segurança real às cadeias de suprimentos, defendendo a colaboração global. Paralelamente, autoridades japonesas reforçaram a necessidade de reduzir a dependência da China. O governo chinês reafirmou seu compromisso com cadeias globais estáveis e seguras, pedindo que todas as partes atuem de forma construtiva.
Por Sputnik Brasil
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