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Presidente do TCU avalia que reunião com Banco Central afasta risco de medida cautelar

Vital do Rêgo afirma que encontro com Gabriel Galípolo, do BC, trouxe convergência sobre investigação da liquidação do Banco Master e reforçou cooperação entre as instituições.

12/01/2026
Presidente do TCU avalia que reunião com Banco Central afasta risco de medida cautelar
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, afirmou nesta segunda-feira, 12, que a reunião com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afastou o risco de medidas cautelares contra a autoridade monetária no processo que apura a liquidação do Banco Master. “Eu entendo que afasta o risco de uma medida cautelar, porque foi uma reunião em que nós convergimos para um mesmo fim, um fim de fiscalizar e respeitar as nossas prerrogativas”, declarou Vital durante entrevista coletiva na sede do TCU, em Brasília.

O encontro, realizado das 14h às 14h40, contou ainda com a participação do ministro do TCU Jhonatan de Jesus, relator do processo sobre o Banco Master. Em despachos anteriores, Jhonatan havia mencionado a possibilidade de adotar medidas cautelares contra o Banco Central.

De acordo com Vital do Rêgo, durante a reunião, Jhonatan não detalhou o que quis dizer ao falar em investigar uma eventual “precipitação” do BC na liquidação do banco. Segundo o presidente do TCU, a fala do ministro se concentrou em explicar sua atuação no caso.

Vital ressaltou que o encontro evidenciou não haver qualquer conflito entre a autoridade monetária e a corte de contas. Ele também destacou que, durante a conversa, os representantes do Banco Central não relataram sentir qualquer tipo de pressão em relação ao processo.

O presidente do TCU classificou a investigação sobre o Banco Master como um processo “absolutamente normal” e reforçou que a competência do tribunal para acompanhar o caso está respaldada pelos artigos 70 e 71 da Constituição Federal, por se tratar de um ato administrativo e regulatório.

Segundo Vital, a apuração deve contribuir para reforçar a segurança jurídica do Banco Central, mas não envolve a reversão da liquidação determinada pela autoridade monetária.

Sobre o acesso aos documentos que fundamentaram a liquidação do Banco Master, Vital informou que o BC “abriu as portas” para a inspeção e que um calendário será definido entre as áreas técnicas das instituições.

A expectativa é que a inspeção dure menos de um mês. Vital também manifestou a intenção de trabalhar em conjunto com o Banco Central em temas relacionados ao ressarcimento dos investidores do Master pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).