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Tesouro projeta primário de -0,2% do PIB em 2026 e superávit de 0,3% em 2028
Relatório aponta que superávit primário só deve ser alcançado em 2028, com necessidade de maior esforço de arrecadação
O Tesouro Nacional divulgou nesta segunda-feira (8) a 7ª edição do Relatório de Projeções Fiscais. Segundo o documento, o superávit primário do Governo Central só deve ser alcançado em 2028, apesar da meta fiscal prever déficit zero já em 2026.
O relatório estima que, para atingir a meta deste ano, será necessário um esforço adicional de arrecadação equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).
As projeções para o resultado primário do Governo Central, em relação ao PIB, são as seguintes:
- 2025: -0,5%;
- 2026: -0,2%;
- 2027: -0,2%;
- 2028: 0,3%;
- 2029: 0,6%;
- 2030: 0,7%;
- 2031: 0,8%;
- 2032: 0,9%;
- 2033: 1,0%;
- 2034: 1,0%;
- 2035: 1,1%.
O cenário projetado pelo Tesouro considera um crescimento real médio do PIB de 2,7% ao ano entre 2025 e 2035, crescimento nominal médio da massa salarial de 8,8% ao ano, redução da taxa Selic até 2031 e posterior estabilização em 6,4% ao ano.
Em relação à meta de primário definida em lei, o estudo indica que serão necessários esforços crescentes de arrecadação para manter a trajetória fiscal estipulada.
"O esforço adicional de arrecadação que pode ser necessário para concretizar o alcance das metas de resultado primário definidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 - LDO 2026 (Lei nº 15.321/2025) é o seguinte: 0,25% do PIB em 2026, 0,5% do PIB em 2027, 1,0% do PIB em 2028 e 1,25% do PIB em 2029, supondo-se que esse nível será mantido também de 2030 em diante", informa o relatório.
Quanto à dívida pública, a projeção é de que a Dívida Líquida do Governo Geral (DLGG) fique em 67,9% do PIB em 2025, enquanto a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atinja 79,3% no mesmo ano.
O estudo aponta ainda que a DBGG deve seguir trajetória ascendente, chegando a 88,6% do PIB em 2032 e recuando para 88,0% em 2035. Já a DLGG acompanha tendência semelhante, crescendo até 2032 e iniciando queda nos anos seguintes, chegando a 75,0% do PIB em 2035.
Para manter a DBGG no patamar de 2025, seria necessário um resultado primário 0,8 ponto percentual acima do cenário de referência, alcançando 1,3% do PIB, o que demandaria esforço ainda maior no curto prazo. Segundo o relatório, "um incremento constante no primário de referência de 0,8 p.p. ao ano, embora insuficiente para evitar a alta inicial da dívida, levaria a uma convergência gradual ao patamar de 2025 no médio prazo".
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