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Brasil quer incluir demarcação indígena nas metas climáticas da COP30, diz ministra
Proposta será apresentada na conferência de Belém e busca reconhecer a proteção territorial como ação de mitigação ambiental
O Brasil pretende apresentar uma proposta inovadora na COP30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em 2025, em Belém (PA). Segundo a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, o país levará à conferência uma proposta para reconhecer a demarcação e a proteção de terras indígenas como parte oficial de suas metas climáticas.
A medida deve ser incorporada à Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) — documento que reúne os compromissos brasileiros de redução de emissões de gases de efeito estufa. A ideia é que a proteção dos territórios indígenas seja reconhecida internacionalmente como uma ação de mitigação climática, ampliando o papel dos povos originários na luta contra as mudanças do clima.
“Estamos trabalhando para que a demarcação de terras indígenas e a proteção territorial sejam reconhecidas como ações de mitigação. As terras indígenas já protegem muito mais do que outras áreas de conservação que recebem apoio. É preciso valorizar isso”, afirmou Guajajara.
A proposta reflete uma mudança estratégica na política ambiental brasileira, que passa a destacar a importância da proteção dos territórios tradicionais não apenas como um direito constitucional, mas também como solução efetiva para conter o avanço do desmatamento e reduzir as emissões de carbono.
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