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Indústrias dizem que decreto do Rio arrisca manutenção de elevadores e geradores
O Sindicato das Indústrias do setor Metalmecânico do Rio de Janeiro (SIMME) divulgou uma nota se posicionando contra o decreto do Governador Wilson Witzel, que passou a restringir a circulação de pessoas na região metropolitana a partir da 0h deste sábado, 21. Segundo a entidade, a medida compromete serviços essenciais, como a manutenção de elevadores e de geradores de energia, que atendem a hospitais, e tem potencial para gerar uma crise de desabastecimento.
“É uma decisão arbitrária, que ignora o encadeamento produtivo da indústria de metalmecânico. O setor de manutenção de elevadores, que é um serviço essencial, não vai poder funcionar por causa do decreto. Elevadores de hospitais, de prédios públicos, de residências. Manutenção de geradores de hospitais, supermercados, lugares onde a energia não pode faltar, também ficam comprometidos. O governador precisa tomar consciência da importância da indústria do Rio de Janeiro”, argumentou a empresária Erica Machado de Melo, presidente do SIMME e conselheira da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em nota oficial.
A nota lembra que o decreto estadual liberou o acesso ao transporte público a trabalhadores de apenas alguns setores, como o da indústria de alimentos.
“No entanto, feijão e arroz podem não chegar aos consumidores por não haver quem os embale, já que a indústria de plástico não foi contemplada no decreto. O mesmo acontece com o álcool em gel: os trabalhadores das indústrias químicas que produzem os insumos para o álcool em gel estão impedidos de se locomover”, criticou o texto da entidade.
O SIMME ressaltou que a indústria trabalha de forma encadeada, com um setor dependente de outro para continuar operando. A nota alega que a gravidade da crise do coronavírus já tinha levado as empresas a adaptarem a rotina dos empregados, adotando horários especiais de entrada e paradas na produção para higienização das mãos quatro vezes ao dia. Funcionários administrativos teriam sido orientados a trabalhar em regime de home office.
Autor: Daniela Amorim
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