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CTE propõe soluções para empreendimentos economizarem água e energia
Com o verão e o calor chegando, gestores de edificações de diversas tipologias buscam soluções para economizar água e energia.
O CTE tem se dedicado a estudos para o desenvolvimento de estratégias sustentáveis voltadas à eficiência no uso da Água e da Energia, com o objetivo de trazer aos gestores ferramentas efetivas na identificação de melhorias que possibilitem reduções reais e de longo prazo.
Wagner Oliveira, gerente do Comitê de Eficiência Energética do CTE – Centro de Tecnologia de Edificações, explica que essa busca, no entanto, requer cautela, pois medidas pontuais, tecnologias mal aplicadas ou ações emergências podem gerar mais custos do que soluções. “Quando se pensa em conservação de água ou energia, é fundamental começar por estudos detalhados, que apontem onde é possível reduzir o consumo, analisar o custo-benefício de cada estratégia em curto, médio e longo prazo. A simples instalação de novas tecnologias, ou a adoção de medidas restritivas, não garante a redução no consumo, e, na maioria das vezes, não são as opções que trarão mais resultados” – complementa o gerente.
Quatro perguntas essenciais:
Hoje, as solicitações dos gestores giram muito mais em torno da implantação de sistemas e tecnologias (“como implantar um sistema de aproveitamento de água de chuva?”, “como substituir a iluminação das garagens por lâmpadas LED?”), desconsiderando que outras etapas de verificação são essenciais, como, por exemplo, a de identificação de desperdícios.
“É comum, nas auditorias do CTE, identificarmos diversos vazamentos que, quando corrigidos, possibilitam redução muito mais significativa do que aquelas obtidas com a implantação do sistema de aproveitamento de água de chuva. Ou identificarmos também grande desperdício de energia em áreas em que grande parte da iluminação permanece o tempo todo acionada, ou em áreas em que não necessitam de iluminação tão intensa, onde a simples redução da quantidade de lâmpadas ali instaladas poderia trazer mais redução do que a substituição das lâmpadas” – salienta Wagner.
O gerente explica, ainda, que estas estratégias iniciam com as Auditorias de Água e/ou Energia nas edificações para responder a quatro perguntas básicas:
Onde a água e a energia são consumidas?
Quanta água e energia são consumidas?
Quanto deste consumo não é necessário, ou seja, é desperdiçado?
Este consumo pode ser reduzido por uso de alguma tecnologia mais eficiente? Se não pode ser reduzido, pode ser atendido com uma fonte alternativa, tal como água não potável ou energias renováveis?
As respostas a estas perguntas permitem determinar ações direcionadas e escalonadas. Primeiramente, podem ser adotadas ações para reduzir as perdas e desperdícios, muitas vezes camuflados ou desconhecidos devido à inexistência de sistemas de medição e controle de insumos. Posteriormente, indica-se a adoção de sistemas e equipamentos mais eficientes, e, por fim, de fontes alternativas de água e energia – finaliza Wagner de Oliveira.
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