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ONU teme cólera no Haiti e diz que protestos atrasam socorro
A escala do surto de cólera desencadeado no Haiti após a passagem do furacão Matthew pode estar subavaliada porque áreas remotas estão isoladas, disse na terça-feira (18) um funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) a cargo do controle da doença. Ele disse ainda temer que os doentes não estejam sendo tratados.
David Nabarro, conselheiro especial do secretário-geral da ONU que anteriormente estava encarregado da reação global da entidade contra o cólera, afirmou que os protestos contra a demora na chegada de ajuda estão agravando o problema.
Algumas estradas no sudoeste haitiano continuam intransitáveis desde a tempestade deste mês. Revoltados com o ritmo lento e a distribuição irregular de ajuda humanitária, algumas pessoas desesperadas erguem barreiras em estradas e, em alguns casos, saquear comboios de ajuda.
“Não sabemos se há muitas pessoas com o problema do cólera nas áreas que não conseguimos acessar, e é por isso que peço às pessoas que nos deem acesso a todos os locais. Tememos haver pessoas em cavernas, em outros lugares, sem ajuda, e que talvez estejam doentes”, disse Nabarro a jornalistas.
Ele pediu que nações doadoras financiem a reação da ONU à epidemia, um tópico delicado noHaiti porque a doença foi introduzida acidentalmente no país caribenho por soldados pacificadores da ONU e, desde então, matou mais de 9 mil pessoas.
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