Finanças

Ministro da Fazenda diz que início da Reforma Tributária está mantido para janeiro de 2027 após entidades pedirem adiamento

Entidades pedem mais tempo para adequação à nova legislação

Agência O Globo - 05/11/2026
Ministro da Fazenda diz que início da Reforma Tributária está mantido para janeiro de 2027 após entidades pedirem adiamento
O ministro da Fazenda, Dario Durigan - Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o início efetivo da Reforma Tributária está mantido para janeiro de 2027. Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediram o adiamento.

— Toda programação é para que a gente comece a Reforma Tributária e faça a transição a partir de janeiro de 2027. É claro que teve muita gente que atrapalhou a Reforma Tributária durante a eleição, muita desinformação e medo no setor produtivo. Então precisamos vencer esse medo, pois nosso sistema tributário é muito ruim e precisamos de melhorias — disse Durigan.

A CNI enviou nesta quarta-feira uma carta a Durigan e ao ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, pedindo o adiamento.

A demanda reforça a pressão de outros setores, como o de serviços e da OAB.

O documento foi enviado uma semana após o Tribunal de Contas da União (TCU) definir a alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o tributo que vai substituir PIS, Cofins e parte do IPI, em 11,3%. Embora não haja menção a isso na carta, o nível assustou boa parte das empresas de diferentes segmentos, e o incômodo já chegou aos senadores, a quem caberá dar a palavra final sobre o tema.

Na carta, a CNI elenca uma série de motivos para pedir o adiamento e a continuidade por todo o ano de 2027 do período de testes que está em curso. Entre as razões estão: regulamentação incompleta e instável da CBS, falta de regulamento do Imposto Seletivo e mudanças frequentes em notas técnicas publicadas pelos órgãos do governo; instabilidades na plataforma de apuração; indisponibilidade dos módulos de créditos e integração dos softwares empresariais com as plataformas públicas; dificuldades com documentos fiscais e operações específicas, entre outras.

A CNI alerta ainda para o risco de penalizações por erros operacionais que considera inevitáveis diante das dificuldades de adaptação, especialmente para as empresas de menor porte.