Finanças
Governo reúne entidades para ouvir impactos das bets na sociedade
Encontro com Lula nesta terça-feira reúne representantes de diferentes setores, mas não inclui empresas de apostas
O governo reúne nesta terça-feira representantes de entidades da saúde, da economia, da sociedade civil, do setor cultural e de organizações religiosas para discutir os impactos das apostas on-line no país. O encontro não terá a participação de empresas de bets.
A reunião foi organizada para discutir os efeitos das apostas sobre a sociedade. O objetivo é ouvir a avaliação de diferentes setores antes que o governo defina novas medidas para enfrentar os problemas relacionados às plataformas.
— O governo tem discutido já há algum tempo como a gente resolve o problema das bets. Esta semana nós temos uma reunião, e eu sugeri que, antes de tomar qualquer decisão definitiva, eu queria ouvir a sociedade brasileira. O que pensa sobre as bets, para que a gente tome uma decisão baseada naquilo que a sociedade está sofrendo, e não naquilo que eu acho que a sociedade está sofrendo — afirmou Lula.
Participam da reunião representantes da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec).
Na área da saúde, foram convidados integrantes da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e da Universidade de São Paulo (USP). Também participam representantes do Instituto Alana, do Centro Clarice, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, além da produtora Paula Lavigne, do Bloco do Tigrinho, e do influenciador Yuri Zero, conhecido como Melted.
Pelo governo, acompanham Lula a primeira-dama Janja, o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Miriam Belchior, da Casa Civil; Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública; Alexandre Padilha, da Saúde; Paulo Henrique Cordeiro, do Esporte; Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral; e Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social. Também estão presentes o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.
Lula tem criticado reiteradamente as apostas on-line por avaliar que elas contribuem para o endividamento das famílias. Desde a regulamentação do setor, o governo já restringiu a publicidade das casas de apostas e bloqueou o acesso de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) às plataformas.
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