Finanças
Fim da escala 6x1: relator apresenta hoje texto à comissão do Senado
Expectativa é que não haja mudanças em relação ao projeto aprovado na Câmara e votação seja semana que vem
O relator da proposta de emenda constitucional (PEC), senador Omar Aziz (PSD-AM), marcou para esta quinta-feira a apresentação do parecer do projeto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na tarde desta quinta.
Escala 6x1:
Guilherme Boulos:
O parlamentar reiterou que vai manter o texto aprovado pela Câmara dos Deputados. A proposta será o primeiro item da pauta do colegiado na próxima quarta-feira e a expectativa é votar o relatório no mesmo dia, segundo o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA).
— Como presidente da CCJ, vou seguir o regimento e dar segmento ao que a maioria decidir — disse Alencar ao GLOBO.
Ele afirmou que ainda não conversou com os líderes da oposição sobre a PEC. Alencar disse, ainda, que os governistas defendem que a proposta, uma vez aprovada na CCJ, seja apreciada no mesmo dia pelo plenário do Senado. Contudo, isso vai depender do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Após se reunir com o presidente nesta quarta-feira, Alcolumbre se comprometeu apenas a votar a PEC na CCJ. Ele também não disse se pautará a proposta para votação em plenário, durante o esforço concentrado, que começa em 31 de agosto e termina em 4 de setembro. Essa é a última semana de atividades no Congresso, antes das eleições em outubro.
Em meio a decisões sobre 'penduricalhos' de juízes:
Em meio à campanha, Lula tem pressionado o Congresso a aprovar a PEC antes do pleito eleitoral. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados no final de maio.
De acordo com o texto em discussão, a jornada semanal de trabalho cai de 44 horas para 42 horas dois meses após promulgação da PEC. Nesse período, o trabalhador terá direito a dois dias de descanso por semana. Após um ano de vigência da PEC, a jornada baixa para 40 horas, sem redução de salário, para todos os trabalhadores.
Durigan diz que pejotização precisa ser corrigida:
O Ministério do Trabalho mapeou 17 atividades profissionais com jornadas específicas e que precisarão de um tratamento especial. A estratégia é que esses casos sejam definidos em acordos e convenções coletivas entre empregadores e sindicatos.
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