Finanças
Tarifaço: ministro brasileiro e representante americano devem retomar conversas nesta semana
Negociações estão suspensas desde 14 de julho, véspera do anúncio oficial da tarifa de 25%
A semana começa com a expectativa de retomada das negociações sobre o tarifaço aplicado sobre os produtos brasileiros pelos Estados Unidos. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, recomeçam as reuniões virtuais sobre o tema. As conversas terão também a participação de um representante do Itamaraty.
Márcio Elias e Greer ficaram de combinar o dia da conversa, a depender da agenda dos dois.
As negociações foram destravadas a partir de um telefonema entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na sexta-feira (dia 21).
O ministro Márcio Elias contou que recebeu uma ligação de Greer, logo após a conversa por telefone entre o presidente Lula e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na sexta-feira. As negociações estão suspensas desde 14 de julho, véspera do anúncio oficial da tarifa de 25%. Outra tarifa de 12,5% foi anunciada em 23 de julho.
Elias disse acreditar que o tarifaço sobre os produtos brasileiros é definitivo, pelo menos até o momento. Mas acredita na possibilidade de ampliar a lista de exceções com a retomada das negociações.
— É óbvio que não é de se esperar que eles retroajam na decisão. Não vão. Mas vamos trabalhar para que outros setores possam ser incluídos na lista de exceções — disse o ministro.
Ele afirmou também que Lula saberia “administrar bem esse assunto” com Trump.
Na conversa, os dois chefes de Estado se falaram pela manhã de sexta-feira por mais de uma hora e em tom “cordial”, segundo o governo brasileiro. Na ligação, conversaram sobre as taxas aplicadas pelo país americano.
Segundo nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Lula enfatizou que as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) "são infundadas".
Segundo o MDIC, 8.600 empresas estão sujeitas às tarifas. O levantamento aponta que 52,7% da pauta exportadora para os Estados Unidos não enfrenta imposição de sobretaxa e 47,3%, sujeita a alguma tarifa.
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