Finanças
Auditor cita incerteza sobre continuidade operacional da Casas Bahia
Balanço trimestral mostrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões e possibilidade de recuperação judicial
O balanço trimestral, divulgado com atraso na madrugada deste domingo, mostrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões de maio a junho, além da possibilidade de a empresa entrar em recuperação judicial ou extrajudicial. Também destacou a posição da EY (antiga Ernst & Young), que realiza a auditoria externa da varejista, ao se recusar a emitir opinião sobre as demonstrações financeiras, citando uma incerteza relevante relacionada à continuidade operacional da companhia.
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O relatório do auditor afirma que a companhia incorreu no prejuízo de R$ 11,181 bilhões durante o período de seis meses encerrado em 30 de junho de 2026. Conforme o balanço patrimonial nessa data, o passivo circulante da companhia superou o total do ativo circulante em R$ 11,972 bilhões e R$ 7,837 bilhões, individual e consolidado, respectivamente. O patrimônio líquido era negativo em R$ 8,270 bilhões. O texto salienta que esses eventos 'indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da companhia.'
O relatório da EY expõe que a Casas Bahia 'depende da geração futura de caixa e da implementação de medidas operacionais e financeiras para cumprir obrigações, liquidar passivos vencidos e manter capital de giro', e afirma que 'não foi possível concluir sobre o uso da base contábil de continuidade operacional em 30 de junho de 2026, tampouco determinar eventuais efeitos ou ajustes nas informações financeiras intermediárias, individuais e consolidadas, nessa data.'
“Dentre as medidas avaliadas pela companhia e passíveis de potencial implementação, estão medidas de reorganização formal de seus passivos e obrigações, incluindo possível nova recuperação extrajudicial ou recuperação judicial”, informam as notas explicativas publicadas na madrugada deste domingo.
A auditoria também destaca a criação de um comitê independente pela companhia – cuja investigação interna ainda está em andamento – para apurar notícias sobre liberações indevidas de créditos de ICMS de São Paulo que envolveriam a companhia, sem que seja possível prever seus desdobramentos ou impactos sobre os resultados futuros.
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