Finanças
Proporção de lares que recebem benefícios sociais recua após recorde
Lares que recebiam benefícios sociais caíram de 23,6% em 2024 para 22,7% em 2025, totalizando cerca de 18 milhões de domicílios
A proporção de domicílios brasileiros que recebem algum programa social do governo retrocedeu em 2025, após atingir níveis recordes em anos anteriores. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de Rendimento de todas as fontes 2025, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, 22,7% dos lares do país — cerca de 18 milhões de domicílios — eram beneficiários de programas sociais no ano passado. O percentual é inferior ao registrado em 2024, quando 23,6% dos lares, ou 18,2 milhões de domicílios, receberam algum benefício.
Apesar da redução, a proporção de domicílios beneficiados permanece acima do patamar pré-pandemia, que era de 17,9% em 2019.
Bolsa Família
O principal fator para a queda em 2025 foi a diminuição do número de beneficiários do Bolsa Família. A participação dos lares que receberam o benefício caiu de 18,6% em 2024 para 17,2% em 2025.
Em contrapartida, o Benefício de Prestação Continuada (BPC-Loas), destinado a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência em situação de baixa renda, apresentou aumento. O percentual de domicílios com moradores contemplados pelo BPC aumentou de 5% para 5,3% entre 2024 e 2025.
As diferenças regionais permaneceram acentuadas, com Nordeste e Norte concentrando as maiores proporções de domicílios beneficiados por programas sociais federais.
Peso dos programas sociais na renda também diminuiu
Após atingir o maior nível da série histórica em 2024, a participação dos programas sociais na composição do rendimento médio domiciliar também caiu. A fatia passou de 3,8% para 3,5% em 2025, refletindo a estabilidade tanto no valor médio dos benefícios quanto no número de pessoas atendidas.
Os dados ainda mostram uma expressiva diferença de renda entre os lares que recebem Bolsa Família e os que não são beneficiários. Em 2025, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita das famílias contempladas era de R$ 774, menos de 30% dos R$ 2.682 registrados entre os domicílios sem o Bolsa Família.
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