Finanças
Representantes de Lula e Trump discutem investigação dos EUA sobre Pix e comércio
Encontros em Washington buscaram esclarecer pontos já debatidos sobre investigação comercial americana
Representantes dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Donald Trump participaram, nesta semana, em Washington, de uma nova rodada de reuniões técnicas sobre a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil.
Os encontros ocorreram ao longo de dois dias — quarta e quinta-feira — e tiveram como foco a apresentação de esclarecimentos pela delegação brasileira acerca de pontos já públicos da investigação, previamente debatidos, inclusive em audiência realizada na capital americana no ano passado.
Segundo integrantes do governo brasileiro, não havia expectativa de anúncios ou decisões ao término das conversas.
A investigação foi instaurada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelos EUA para apurar práticas comerciais consideradas desleais por parceiros. Entre os temas questionados estão políticas brasileiras relacionadas ao sistema de pagamentos Pix e ao setor de etanol.
O processo teve início no ano passado, após o governo americano alegar que o Brasil adota medidas que dificultam o acesso de exportadores dos EUA ao mercado brasileiro. A Seção 301 é um procedimento administrativo conduzido pelos próprios Estados Unidos, distinto das disputas na Organização Mundial do Comércio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem reiterado publicamente que o Brasil não aceitará pressões externas para modificar políticas como o Pix, desenvolvido pelo Banco Central.
Nesta quinta-feira, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, comentou sobre a Seção 301 e afirmou que o Brasil está fornecendo todas as informações solicitadas.
“O governo brasileiro está dando todas as informações, todos esclarecimentos. Estamos confiantes de que possa ser resolvido”, declarou Alckmin.
Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China, e mantêm superávit na relação bilateral — exportam mais ao mercado brasileiro do que importam. Nesse cenário, o governo brasileiro tem defendido o diálogo e a busca por consenso, embora o Congresso Nacional tenha aprovado recentemente a chamada Lei da Reciprocidade Econômica, que prevê eventuais medidas de resposta, caso necessário.
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