Finanças

Selic a 14,75%: por que pagar contas à vista pode fazer você perder dinheiro em 2026

Análise aponta que, mesmo com o corte do Copom, rendimento líquido de 1% ao mês na renda fixa altera a lógica de descontos para pagamentos à vista e exige cautela contra movimentos impulsivos

JN Assessoria de Imprensa 19/03/2026
Selic a 14,75%: por que pagar contas à vista pode fazer você perder dinheiro em 2026
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Com o início do ciclo de queda da taxa básica de juros, investidores brasileiros são levados a um erro comum: antecipar decisões financeiras como se o dinheiro já tivesse ficado “barato”. Na prática, porém, a Selic ainda em 14,75% ao ano mantém o Brasil em um dos maiores patamares de juros reais do mundo, o que muda completamente a lógica de gastos, descontos e investimentos no início de 2026.

A decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom) ocorre em meio a um cenário de incerteza global, pressões inflacionárias persistentes, especialmente em serviços, e expectativas ainda acima da meta. Nesse contexto, o rendimento real continua sendo o principal guia para o investidor, exigindo uma revisão mais técnica do custo de oportunidade antes de qualquer movimentação.

Hoje, mesmo com o corte, aplicações conservadoras ainda entregam rendimento líquido próximo de 1% ao mês, um número que, segundo especialistas, deve orientar decisões financeiras do dia a dia, e não apenas estratégias de investimento.

Para André Bobek, consultor financeiro e fundador da Mhydas Planejamento Financeiro, o erro está em interpretar o início do ciclo como uma mudança já consolidada. “A queda da Selic não significa que o dinheiro perdeu valor. A 14,75%, a renda fixa ainda impõe uma régua muito alta. Qualquer decisão de investir, gastar ou antecipar pagamento, precisa ser comparada com esse retorno”, afirma.

Desconto ou rendimento: a conta que poucos fazem

O primeiro trimestre concentra despesas relevantes para os brasileiros, como IPVA, IPTU, material escolar e a organização do Imposto de Renda. Tradicionalmente, o pagamento à vista é visto como uma decisão financeira mais “inteligente”, mas esse raciocínio pode não se sustentar no cenário atual.

Segundo Bobek, a conta é simples: se o desconto oferecido for menor do que o rendimento potencial do dinheiro investido, o pagamento antecipado pode gerar perda financeira.

“O investidor precisa sair do automático. Um desconto de 5% ou 8% parece vantajoso, mas, quando comparado a um rendimento de cerca de 1% ao mês, muitas vezes vale mais a pena manter o dinheiro aplicado e parcelar sem juros. Quitar tudo à vista, nesse caso, pode significar abrir mão de ganho real”, explica.

Ciclo de queda não é convite ao risco

Apesar de o início da flexibilização monetária, em teoria, beneficiar ativos como ações e fundos imobiliários, o ambiente ainda exige cautela. O próprio Banco Central sinaliza incertezas relevantes, especialmente ligadas ao cenário internacional e à trajetória da inflação.

Para o especialista, antecipar movimentos mais agressivos pode ser um erro estratégico. “Esse não é um momento de virada, é um momento de transição. O investidor que abandona a renda fixa cedo demais pode perder previsibilidade em troca de um risco que ainda não está sendo bem remunerado”, diz.

Cautela também contra promessas fáceis

O ambiente de transição também tende a abrir espaço para armadilhas no mercado financeiro, especialmente com o aumento de ofertas que prometem ganhos acima da média.

“Ciclos como esse costumam atrair promessas de rentabilidade fora da curva. Se está muito acima da Selic, o risco também está, mesmo que não pareça. Em 2026, mais do que nunca, disciplina e critério técnico são o que protegem o patrimônio”, conclui Bobek.

Sobre a Mhydas Planejamento Financeiro

A Mhydas Planejamento Financeiro está entre as empresas que mais crescem no Paraná e no Brasil. Com mais de 50 consultores financeiros, a empresa tem escritórios físicos em Ponta Grossa, Londrina, Campinas com atuação a nível nacional. Fundada por André Bobek, consultor eleito melhor vendedor de seguro de vida no Brasil por dois anos consecutivos (2019, 2020), consultor financeiro TOP Global, eleito 11º melhor do mundo, recordista do “State Insurance Sales” e membro do Million Dollar Round Table (MDRT), a Mhydas atua na educação, planejamento e melhoria da qualidade de vida por meio de consultoria financeira e tem a patente do Consórcio Multi Versátil. Saiba mais em: https://mhydas.com.br/