Finanças

Governo do DF solicita empréstimo de R$ 3,3 bilhões ao FGC para socorro ao BRB

Alternativa está prevista em projeto sancionado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB)

Agência O Globo - 10/03/2026
Governo do DF solicita empréstimo de R$ 3,3 bilhões ao FGC para socorro ao BRB
O governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB) - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O Governo do Distrito Federal vai solicitar um empréstimo de R$ 3,3 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) como alternativa para o plano de capitalização do Banco de Brasília (BRB). A medida está prevista no projeto sancionado nesta terça-feira pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), que autoriza a contratação de crédito de até R$ 6,6 bilhões.

A informação foi divulgada pelo jornal Valor Econômico e confirmada pelo GLOBO. Inicialmente, a intenção é aprovar a linha de crédito como precaução, sem utilizá-la. O plano principal do BRB é constituir um fundo imobiliário com os nove imóveis cedidos pelo DF no mesmo projeto. Estima-se que as propriedades, juntas, valham R$ 6,6 bilhões, valor necessário para o aporte que o governo precisa fazer para socorrer o banco após as operações com o Banco Master.

O BRB deverá provisionar R$ 8,8 bilhões para cobrir perdas prováveis com os ativos herdados do Master, após a anulação da compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consideradas fraudulentas. Essa situação pode deixar o passivo do banco estatal descoberto, exigindo uma readequação de capital perante o Banco Central.

A solução para o problema deve ser apresentada ao BC até 31 de março, prazo final para a publicação do balanço do ano passado. Antes disso, em 18 de março, está prevista uma Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre o aumento de capital de até R$ 8,860 bilhões.

Além do fundo imobiliário e do possível empréstimo junto ao FGC, o presidente do BRB avalia ainda a venda de parte da BRB Financeira, o que pode levantar até R$ 1 bilhão. Outras alternativas incluem a criação de um fundo de direitos creditórios (FIDC) com os ativos considerados "bons" do Master, a recompra de letras financeiras subordinadas e a solicitação de empréstimos a um consórcio de bancos.