Finanças

Como escolher um CDB: por que só as taxas e o rating não são suficientes?

Antes de considerar apenas a taxa de retorno e o rating do banco, é fundamental analisar a saúde financeira da instituição.

Agência O Globo - 19/02/2026
Como escolher um CDB: por que só as taxas e o rating não são suficientes?
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Muitos investidores são surpreendidos quando uma instituição financeira enfrenta problemas e acaba prejudicando quem aplicou recursos nela. Casos recentes, como o do Banco Master, Will Bank e, mais recentemente, o Banco Pleno, ilustram bem essa situação. Todas essas instituições foram liquidadas, e os investidores dos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) tiveram de recorrer ao ressarcimento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A surpresa costuma ser ainda maior quando o banco em questão possui uma nota elevada atribuída por agências de classificação de risco — o chamado "rating", que indica o risco e a capacidade de pagamento de dívidas. No entanto, especialistas alertam que somente essa classificação não basta para garantir a segurança de um investimento em CDB. Outros critérios são igualmente, ou até mais, relevantes.

A máxima popular "quando a esmola é demais, o santo desconfia" se aplica perfeitamente aos CDBs. Se um banco oferece uma rentabilidade muito acima da média ou do que instituições semelhantes oferecem, geralmente o risco envolvido é maior. Por isso, antes de se deixar levar apenas pela taxa prometida, é essencial analisar a saúde financeira do banco emissor.

“Um banco que está redondo do ponto de vista financeiro não precisa remunerar acima, porque ele tem fontes diversificadas de captação de recurso”, afirma Guilherme Almeida, chefe de análises de renda fixa da Suno. Em períodos de maior incerteza, é comum que investidores busquem ativos mais seguros, retirando dinheiro de opções arriscadas e favorecendo emissores mais sólidos.

Mas afinal, o que considerar na hora de investir?

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