Finanças
Alívio no IR deve injetar R$ 26,2 bilhões na economia e isentar 91% dos trabalhadores do comércio
Estudo do Dieese detalha impacto da medida em diferentes categorias profissionais; veja quem será beneficiado
O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou estudo que estima o impacto da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e do alívio para trabalhadores com renda de até R$ 7.350, medidas aprovadas pelo governo Lula e que começaram a valer em fevereiro.
Segundo o levantamento, 91% dos trabalhadores do comércio — incluindo vendedores de lojas, caixas, estoquistas e outros — ficarão isentos do pagamento do Imposto de Renda. Na indústria têxtil, a isenção alcançará 98% dos profissionais. No total, o alívio no IR para trabalhadores do setor formal deve injetar R$ 20,9 bilhões na economia, com um acréscimo de R$ 5,3 bilhões na renda disponível dos servidores públicos. O impacto geral das medidas será de R$ 26,2 bilhões em 2024.
Confira, a seguir, as categorias profissionais mais beneficiadas:
Vestuário
Isentos: 95%
Pagarão menos IR: 3%
Comércio
Isentos: 91%
Pagarão menos IR: 4%
Têxtil
Isentos: 87%
Pagarão menos IR: 8%
Metalúrgicos
Isentos: 71%
Pagarão menos IR: 14%
Papeleiros
Isentos: 69%
Pagarão menos IR: 13%
Químicos
Isentos: 65%
Pagarão menos IR: 13%
Extrativa
Isentos: 64%
Pagarão menos IR: 17%
Farmacêuticos
Isentos: 50%
Pagarão menos IR: 15%
Urbanitários
Isentos: 46%
Pagarão menos IR: 17%
De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2024, a medida beneficia diretamente cerca de 15,6 milhões de pessoas no mercado formal de trabalho. Destas, aproximadamente 10 milhões ficarão totalmente isentas do Imposto de Renda e outras 5 milhões terão redução no valor pago.
Considerando a maior participação masculina no mercado formal, estima-se que 8,9 milhões de homens e 6,2 milhões de mulheres sejam diretamente alcançados pelas mudanças tributárias. Os cálculos têm como base microdados da Rais, ano-base 2024, abrangendo vínculos formais tanto da iniciativa privada quanto do setor público (celetistas e estatutários).
Entre os 15,6 milhões de beneficiados, 12,8 milhões são trabalhadores do setor privado (empregados com carteira assinada) e 2,8 milhões são estatutários.
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