Finanças
Guilherme Mello afirma estar à disposição de Lula, mas nega convite para diretoria do BC
Após reação negativa do mercado, secretário reforça que não há decisão e permanece à frente da Política Econômica
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, declarou nesta sexta-feira que não recebeu convite formal para assumir uma das diretorias do Banco Central (BC), apesar de seu nome ter sido sugerido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo Mello, ele está à disposição tanto do presidente quanto do ministro para cumprir as "tarefas que eles julguem pertinentes".
— Eu não recebi nenhum convite, estou aqui trabalhando com a minha equipe normalmente. Não tenho nada a comentar sobre isso, porque não há convite feito. Eu estou à disposição do presidente e do ministro para cumprir as tarefas que eles julgam pertinentes e que, obviamente, eu tenha a capacidade de realizá-las — afirmou Mello.
Mello ressaltou sentir-se honrado por ter seu nome lembrado por Haddad, mas frisou que a decisão sobre a composição da diretoria do Banco Central cabe exclusivamente ao presidente da República. Até o momento, destacou, segue exercendo normalmente sua função na Fazenda.
— Eu estou aqui como secretário de Política Econômica, um cargo que muito me orgulha, e vou continuar exercendo meu trabalho até que haja alguma mudança nesse status por decisão do presidente — completou.
O secretário também enfatizou que a condução da política monetária é atribuição dos membros do Comitê de Política Monetária (Copom), e não da equipe econômica da Fazenda.
— Sempre tive todo o cuidado em deixar bem claro que quem tem as condições de tomar decisões sobre política monetária são os membros do Copom. Nós recebemos as informações como insumo para os nossos modelos de projeção — explicou.
Nesta semana, Haddad confirmou que sugeriu ao presidente Lula os nomes de Guilherme Mello e do economista Tiago Cavalcanti para preencher as vagas abertas na diretoria do Banco Central. Os mandatos dos ex-diretores Diogo Guillen e Renato Dias Gomes se encerraram em dezembro, e as indicações ainda dependem de decisão presidencial e posterior sabatina no Senado.
A possível indicação de Mello gerou reação negativa de parte do mercado financeiro, que teme uma maior tolerância com a inflação devido à sua formação acadêmica e à proximidade com o Partido dos Trabalhadores. Por outro lado, aliados do ministro Haddad defendem o perfil técnico do secretário e destacam sua atuação em temas como a mudança na apuração da meta de inflação e medidas de resposta à crise climática no Rio Grande do Sul.
Fernando Haddad afirmou que Lula ainda não tomou decisão sobre as indicações e que nenhum nome foi formalmente convidado até o momento. Segundo o ministro, o presidente pretende discutir o tema com a equipe da Fazenda e com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, antes de definir os escolhidos.
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