Finanças

Polícia Federal apura investimentos suspeitos da Previdência do Amapá no Banco Master

Alvos foram responsáveis pelos votos favoráveis a investimentos no banco em 2024

Agência O Globo - 06/02/2026
Polícia Federal apura investimentos suspeitos da Previdência do Amapá no Banco Master
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Na manhã desta sexta-feira (6), a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para investigar suspeitas de irregularidades na gestão dos recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP). A investigação apura a aprovação e execução de investimentos realizados pela Amapá Previdência (Amprev) — autarquia estadual responsável pela previdência dos servidores — em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.

Entre os alvos dos quatro mandados de busca e apreensão cumpridos está o diretor da Amprev, Jolcildo Lemos. Batizada de Operação Zona Cinzenta, a ação foi autorizada pela 4ª Vara da Justiça Federal e também envolveu integrantes do comitê de investimento da Amprev. Segundo apuração do jornal O Globo, esses membros e o diretor da autarquia foram responsáveis pelos votos favoráveis à aplicação em letras financeiras do Banco Master em três reuniões realizadas em julho de 2024.

A Amprev direcionou o fundo de pensão do estado a investir R$ 400 milhões em papéis do Banco Master. Os aportes ocorreram em julho de 2024 e foram conduzidos pelo presidente do fundo, Jocildo Lemos, que afirmou ter assumido o cargo por "convite" do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), conforme noticiado anteriormente.

Na ocasião, Jocildo foi questionado por conselheiros da Amprev por manter o investimento no Banco Master, mesmo diante de orientações contrárias. Em resposta, ele alegou que o comitê de investimentos da Amprev, que também preside, frequentemente é alvo de informações "fake".

“A proposta mais vantajosa para a Amapá Previdência era a do Banco Master, que nos apresentava uma taxa de juros melhor”, justificou.