Finanças
Governo anuncia interesse de seis empresas no leilão do Galeão
Ministério de Portos e Aeroportos encerra rodada de reuniões com potenciais investidores
O governo federal informou nesta quinta-feira que seis empresas manifestaram interesse em disputar o leilão de concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, marcado para o dia 30 de março.
De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), foi realizado um roadshow — uma série de reuniões nas quais o governo apresentou detalhes do modelo de concessão, regras do leilão e diretrizes contratuais às empresas interessadas. A ação foi promovida em parceria com a Casa Civil e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Para o secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, os encontros foram essenciais para garantir previsibilidade e segurança ao mercado.
— O roadshow foi uma oportunidade importante para apresentar, de forma transparente, os avanços do projeto e ouvir o mercado. Tivemos um diálogo qualificado, que reforça a confiança dos investidores e contribui para o sucesso do leilão do Galeão — destacou.
O Galeão é o terceiro maior aeroporto do Brasil. Em 2023, o terminal recebeu 17,5 milhões de passageiros, sendo 5,6 milhões em voos internacionais.
Após as reuniões com as empresas, o próximo passo do processo de licitação será uma sessão pública de esclarecimentos, marcada para 26 de fevereiro, na B3, em São Paulo.
O leilão simplificado foi uma solução articulada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em conjunto com o governo, a Anac e o atual concessionário, para resolver questões financeiras do contrato, cujas projeções iniciais não se confirmaram.
Com lance mínimo de R$ 932 milhões, vencerá o leilão quem apresentar a melhor proposta econômica, definida pelo valor da contribuição inicial — ou seja, o consórcio que se comprometer a pagar o maior valor logo no início do contrato.
A empresa vencedora assumirá o compromisso de pagar à União uma contribuição variável anual de 20% sobre o faturamento bruto da concessão até 2039. Além disso, será a única controladora do terminal, já que o acordo com o TCU prevê o fim da participação acionária da Infraero.
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