Finanças
Haddad sugere nomes para diretoria do BC, mas Lula ainda não decidiu
Ministro da Fazenda afirma que nomes foram apresentados ao presidente, mas não houve convite formal para os indicados
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não tomou nenhuma decisão sobre as indicações para a diretoria do Banco Central (BC), apesar de já ter recebido sugestões. Haddad revelou que apresentou ao presidente os nomes do secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, e do economista Tiago Cavalcanti, professor da Universidade de Cambridge e da FGV-SP. Segundo o ministro, Lula ainda não formalizou convite a nenhum dos indicados.
“Eu posso atestar que o presidente não convidou ninguém ainda”, declarou Haddad em entrevista à BandNews.
O ministro explicou que, há algumas semanas, Lula comunicou que chamaria Haddad e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para discutir o tema, mas a reunião ainda não foi realizada.
Haddad relatou que, há cerca de três meses, apresentou a Lula os nomes de Mello e Cavalcanti. A indicação, segundo ele, foi baseada em conversas prévias com ambos e na avaliação de que poderiam ser bem aceitos tanto pelo presidente quanto pela diretoria do Banco Central.
“Quando imaginei que o presidente poderia encaminhar ao Senado as indicações, levei a ele dois nomes que considero muito interessantes. Um deles é o Tiago Cavalcanti, e o outro é meu secretário de Política Econômica. Três semanas atrás, Lula disse a mim e ao Galípolo que nos chamaria para conversar, mas ainda não tomou a decisão”, completou Haddad.
Desde então, porém, o tema não voltou à pauta devido a outras crises enfrentadas pelo governo, como os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master e questões relacionadas ao crédito imobiliário.
O ministro também reagiu às críticas públicas de ex-diretores do Banco Central à possível escolha de nomes ligados ao governo. Ele classificou a reação como “orquestrada” e “deselegante”, além de afirmar que há exagero nas acusações de interferência política. Haddad ainda criticou a atuação de ex-dirigentes do BC, citando decisões passadas que, segundo ele, contribuíram para a desvalorização do câmbio e para o cenário econômico que antecedeu as últimas eleições.
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