Finanças
Banco Central detalha nesta terça-feira cenário para possível corte de juros no próximo Copom
Selic está mantida em 15% ao ano, maior patamar em quase 20 anos, desde junho de 2025
O Banco Central (BC) deve apresentar nesta terça-feira, na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), mais detalhes sobre os fatores que fundamentam a sinalização de um possível corte de juros em março. Na semana passada, o colegiado indicou intenção de iniciar o ciclo de redução da taxa Selic na próxima reunião do Copom, ressaltando, porém, que os juros permanecerão em nível restritivo para garantir a convergência da inflação à meta de 3,0%.
"O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária", destacou o Copom, em comunicado divulgado após a reunião da última quarta-feira.
A taxa Selic permanece em 15% ao ano, o maior nível registrado em quase duas décadas, desde junho de 2025. Desde então, foram realizadas cinco reuniões, nas quais o BC adotou postura cautelosa para garantir o controle inflacionário, mesmo diante de crescentes pressões do governo.
Na semana passada, o BC reforçou que a estratégia vigente tem sido adequada para assegurar a convergência da inflação, citando um ambiente de inflação mais baixa e uma transmissão mais efetiva da política monetária.
"O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê avalia que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros."
A inflação encerrou 2025 em 4,26%, dentro do intervalo da meta, que vai até 4,5%. Para o horizonte relevante, atualmente o terceiro trimestre de 2027, o BC projeta queda para 3,2%.
"Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes seguiram apresentando arrefecimento, mas mantiveram-se acima da meta para a inflação", informou o BC em seu comunicado.
O Banco Central também ressaltou que a atividade econômica mostra sinais de moderação no crescimento, conforme esperado, mas observou que o mercado de trabalho permanece resiliente. Além disso, manteve a avaliação de que as expectativas de inflação seguem desancoradas. Segundo o Boletim Focus, as expectativas são de 4,0% para este ano e 3,80% em 2027. Para 2028 e 2029, as projeções são de 3,50%.
"O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho."
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