Finanças
Governo vai corrigir faixas de renda do programa Minha Casa, Minha Vida
Valor máximo da Faixa 1 deve subir de R$ 2.850 para cerca de R$ 3.200
O governo federal vai corrigir os limites das faixas de renda do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. A Faixa 1, que atualmente atende famílias com renda de até R$ 2.850, deve ser ampliada para incluir quem ganha até R$ 3.200. Já o teto da Faixa 2 deve passar dos atuais R$ 4.700 para aproximadamente R$ 5.000.
A decisão está prevista para ser tomada pelo Ministério das Cidades até o fim desta semana. Em seguida, a proposta será encaminhada ao Conselho Curador do FGTS, responsável pela aprovação das novas regras, no próximo mês.
O reajuste dos valores faz parte das iniciativas do governo para fortalecer o programa, considerado uma das principais vitrines eleitorais da gestão. No ano passado, foi criada uma nova faixa, ampliando o atendimento para famílias com renda mensal de até R$ 12 mil (Faixa 4), medida voltada para facilitar o financiamento habitacional da classe média.
Essa faixa de renda enfrenta dificuldades para acessar crédito para a casa própria, devido à escassez de recursos da poupança, principal fonte de financiamento imobiliário para a classe média.
As três primeiras faixas do programa
Atualmente, o Minha Casa, Minha Vida possui três faixas principais. Na Faixa 1, o teto de renda bruta mensal familiar é de R$ 2.850, permitindo a aquisição de imóveis com até 95% de subsídio do governo federal – ou seja, o beneficiário paga apenas 5% do valor do imóvel.
Na Faixa 2, a renda familiar deve estar entre R$ 2.850,01 e R$ 4.700, com direito a subsídio de até R$ 55 mil e juros reduzidos.
Na Faixa 3, para famílias com renda entre R$ 4.700,01 e R$ 8.600, não há subsídio, mas os juros permanecem mais baixos em relação ao mercado.
Novo teto para valor de imóvel
Em dezembro, o Conselho Curador do FGTS aprovou ajustes no teto do valor dos imóveis das Faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida nos municípios das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
Segundo técnicos do Ministério das Cidades, o limite de R$ 255 mil será corrigido, em média, em 4%. A tabela estava congelada há cerca de três anos.
O teto para imóveis nos municípios do interior de São Paulo e Rio de Janeiro já foi reajustado pelo mesmo percentual. Nas capitais, o valor máximo permanece em R$ 350 mil.
Na Faixa 3 (renda familiar de até R$ 8.600) e na Faixa 4 (até R$ 12 mil), o valor máximo do imóvel é de R$ 500 mil.
De acordo com as regras do programa, famílias de baixa renda e residentes nas regiões Norte e Nordeste têm acesso a juros mais baixos e a descontos concedidos pelo FGTS, facilitando o pagamento das prestações. Os juros variam entre 4% e 10,5% ao ano, e o desconto pode chegar a R$ 55 mil por família.
Mais lidas
-
1TRABALHO
Calendário de 2026 concentra feriados em dias úteis e amplia impacto sobre a gestão do trabalho
-
2SERVIÇO
IPVA 2026 RJ: confira o calendário de vencimentos por final de placa
-
3EDUCAÇÃO E VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL
Proposta reduz jornada de professores da educação básica para 30 horas semanais
-
4TRIBUTOS
IPVA 2026: Primeira parcela ou cota única começa a vencer nesta quarta-feira; confira como pagar
-
5EMPURRANDO COM A BARRIGA
MP convoca prefeita de Palmeira dos Índios por descumprir cronograma de concurso público