Finanças
Vorcaro e ex-presidente do BRB apresentam versões divergentes em acareação
Depoimentos foram realizados em dezembro para apurar fraudes no Banco Master
O banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, apresentaram versões contraditórias durante acareação promovida pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 30 de dezembro do ano passado.
A acareação foi determinada pelo ministro Dias Toffoli, relator do inquérito que investiga fraudes no Banco Master e a tentativa de aquisição de ativos do banco pelo BRB. Os depoimentos ocorreram em 30 de dezembro de 2023.
No depoimento, Vorcaro afirmou que as carteiras de crédito da empresa Tirreno, vinculada ao Master, tinham origem em investimentos de terceiros e não pertenciam ao banco.
Segundo o banqueiro, essa condição foi comunicada ao BRB durante as negociações para compra dos ativos.
“A gente anunciou que faria a venda de originadores terceiros. A gente chegou a conversar que a gente começaria um novo formato de comercialização, que seria originada de terceiros, não mais originação própria”, declarou Vorcaro.
Já o ex-presidente do BRB afirmou que foi informado de que os créditos eram próprios do Master.
“No meu entendimento, eram carteiras originadas pelo Master, que haviam sido vendidas ou negociadas com terceiros e que o Master estava recomprando e revendendo para a gente [BRB]”, disse Paulo Henrique Costa.
Simulação de operações
De acordo com as investigações da PF, a Tirreno funcionava como uma “empresa de fachada” para simular operações de compra e venda de créditos.
Em dezembro de 2023, o ministro Toffoli decidiu que a investigação sobre o Banco Master deveria tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF), e não na Justiça Federal em Brasília, devido à citação de um deputado federal no processo. Parlamentares possuem foro privilegiado na Corte.
Em novembro de 2023, Daniel Vorcaro e outros investigados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para apurar a concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público vinculado ao governo do Distrito Federal. Segundo as investigações, as fraudes podem ter causado prejuízo de até R$ 17 bilhões.
Diante das evidências de fraude, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.
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