Finanças
Toffoli pede parecer da PGR sobre inquérito de influenciadores no Caso Master
PF apura suposta rede paga de influenciadores para atacar o Banco Central no contexto do caso Master
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) a apuração conduzida pela Polícia Federal (PF) sobre uma suposta rede de influenciadores digitais que teria atuado para atacar o Banco Central durante o episódio conhecido como caso Master.
Em análise inicial, Toffoli entendeu que cabe à PGR decidir se o inquérito permanecerá no STF ou se será remetido a instâncias inferiores. A PF solicitou a abertura da investigação na Corte alegando conexão direta com o caso Master, já sob a relatoria do ministro.
O inquérito instaurado pela PF investiga uma possível estratégia coordenada de ataques nas redes sociais direcionados ao Banco Central e ao presidente da instituição, Gabriel Galípolo.
A existência de contratos envolvendo influenciadores de direita atuantes no chamado "Projeto DV" foi revelada pela coluna de Malu Gaspar em janeiro. Segundo a colunista, os acordos alcançavam valores de até R$ 2 milhões e previam cláusulas de sigilo absoluto para evitar vazamentos e criar a impressão de uma mobilização espontânea contra o órgão regulador.
A investigação foca na contratação de influenciadores digitais supostamente pagos para disseminar críticas contundentes e informações distorcidas sobre a política monetária e a atuação da autoridade monetária.
O caso chegou à PF após alertas sobre o uso de perfis de grande alcance, que, de maneira simultânea e com discurso padronizado, passaram a direcionar críticas à gestão de Galípolo.
O objetivo dos investigadores é identificar quem financiou essas publicações e se houve uso de verba pública ou de grupos interessados em desestabilizar a instituição.
Atualmente, a PF busca notas fiscais e contratos de agências de marketing responsáveis por gerenciar os influenciadores envolvidos.
A apuração não questiona a crítica política — protegida pela liberdade de expressão —, mas concentra-se na opacidade do financiamento e na possível existência de uma estrutura organizada para desgastar a imagem de servidores públicos e instituições de Estado.
Se for comprovado o uso de recursos ilícitos ou a prática de calúnia e difamação de forma orquestrada, os envolvidos poderão responder por associação criminosa.
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