Finanças

Endividamento das famílias brasileiras se aproxima de 50% da renda anual

Cálculo do Banco Central considera financiamentos, empréstimos, crédito consignado e uso do cartão de crédito

Agência O Globo - 29/01/2026
Endividamento das famílias brasileiras se aproxima de 50% da renda anual
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro voltou a crescer e atingiu 49,8% da renda anual em novembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). O índice representa um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao mês anterior e é o maior nível registrado durante o atual governo Lula. O recorde histórico, porém, foi registrado em julho de 2022, quando o percentual chegou a 49,9%.

Após um período de queda entre o início do mandato de Lula e dezembro de 2023, quando o endividamento chegou a 47,7%, o indicador voltou a subir. O cenário de juros elevados, com a taxa Selic em 15%, contribuiu para o aumento de 1,5 ponto percentual nos últimos doze meses.

Todas as dívidas consideradas

O cálculo do BC engloba todas as dívidas das famílias junto aos bancos, incluindo financiamentos, empréstimos pessoais, crédito consignado e o uso do cartão de crédito.

Na prática, quase metade da renda anual das famílias brasileiras está comprometida com dívidas dessas naturezas. Apesar do aperto no orçamento, o volume total de crédito concedido às famílias continuou crescendo.

Quando desconsideradas as dívidas imobiliárias, o endividamento passou de 30,9% em outubro para 31,3% em novembro.

O comprometimento da renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional permaneceu estável em 29,3% entre outubro e novembro. Excluindo os empréstimos imobiliários, o percentual recuou de 27,1% para 27%.