Finanças
Governo fecha 2025 com déficit de R$ 13 bilhões e cumpre meta fiscal com ressalvas
No total, foram desconsiderados R$ 48,7 bilhões em gastos para o cálculo da meta
O governo central — que reúne Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social — encerrou 2025 com um déficit primário de R$ 61,6 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (XX) pelo Tesouro Nacional. Esse valor, porém, considera receitas e despesas fora do escopo da meta fiscal. Após as deduções previstas em lei, o déficit ficou em R$ 13 bilhões, dentro do intervalo permitido.
Com a arrecadação de dezembro, o resultado fiscal ficou dentro da meta estabelecida para 2025, que previa equilíbrio entre receitas e despesas (resultado zero), com margem de tolerância entre déficit de R$ 31 bilhões e superávit de R$ 31 bilhões — o equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).
No ano anterior, 2024, o déficit primário foi de R$ 43 bilhões, também dentro da meta fiscal. Considerando apenas os gastos incluídos na meta, o resultado avaliado pela equipe econômica foi de déficit de R$ 11 bilhões.
“Considero o resultado do ano muito satisfatório, diante de todos os desafios apresentados”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, em coletiva de imprensa.
Para o cálculo da meta fiscal, são excluídas despesas como precatórios e indenizações a aposentados. No total, R$ 48,7 bilhões em gastos foram desconsiderados para efeito da meta.
Segundo o relatório do Tesouro Nacional, os principais gastos retirados do cálculo em 2025 foram:
• Precatórios excedentes: R$ 41,1 bilhões;
• Ressarcimento de beneficiários do INSS afetados por descontos indevidos: R$ 2,8 bilhões;
• Despesas temporárias de educação e saúde: R$ 2,2 bilhões;
• Projetos estratégicos de defesa nacional: R$ 2,5 bilhões.
As exceções aos limites de gastos públicos estão previstas no arcabouço fiscal aprovado em 2023, no início do atual mandato do presidente Lula, que deverá buscar a reeleição. A exclusão das despesas temporárias de educação e saúde foi aprovada pelo Congresso no fim do ano passado, enquanto os gastos com defesa nacional foram retirados do cálculo por iniciativa do próprio governo federal.
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