Finanças

Caso Master: Haddad afirma que Galípolo herdou 'maior fraude bancária' e agiu com rigor

Ministro da Fazenda destaca rapidez e rigor do atual presidente do BC diante de escândalo no Banco Master e diz que investigações vão apurar possíveis omissões da gestão anterior.

Agência O Globo - 29/01/2026
Caso Master: Haddad afirma que Galípolo herdou 'maior fraude bancária' e agiu com rigor
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira que o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, herdou, possivelmente, a "maior fraude bancária" da história do sistema financeiro brasileiro com o caso do Banco Master e tomou as medidas necessárias para combater as irregularidades.

"O problema ganhou muita visibilidade nos órgãos de Estado em 2024. Quando o Gabriel assume a presidência do BC, ele já tem plena consciência do tamanho do abacaxi que herdou do seu antecessor, tem total clareza de que ali é, possivelmente, a maior fraude bancária da história do Brasil. Então, instauraram-se os processos necessários para dar solidez às decisões que o BC precisa tomar", afirmou Haddad em entrevista ao portal Metrópoles nesta quinta-feira.

Segundo o ministro, desde que o governo teve conhecimento das investigações, a orientação foi garantir uma apuração "técnica" e rigorosa.

"Desde o começo, todos no governo diziam que era preciso fazer a coisa mais técnica possível. Trata-se de um caso muito sério e, por orientação minha, do Galípolo e do próprio presidente da República, a determinação foi de levar às últimas consequências o que aconteceu", ressaltou Haddad.

Questionado sobre uma possível demora para agir por parte da gestão do ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, Haddad afirmou que cabe às autoridades apurarem eventuais omissões.

"Já há várias matérias questionando: o que fez a equipe anterior enquanto tudo isso ocorria? Quem estava acompanhando? Acredito que as investigações vão apontar eventuais responsabilizações, seja de funcionário público, político ou empresário", completou o ministro.