Finanças
Banco Central mantém Selic em 15% ao ano e sinaliza possível corte em março
Na quinta reunião seguida, BC opta por estabilidade e indica flexibilização da política monetária na próxima decisão
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (28), manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano. Esta é a quinta reunião consecutiva em que a autoridade monetária opta pela estabilidade da taxa, decisão já antecipada pelo mercado financeiro. Em comunicado oficial, o BC sinalizou a possibilidade de iniciar cortes nos juros já em março.
“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, destacou o comunicado do Copom.
A instituição reforçou ainda que o compromisso com a meta de inflação exige cautela quanto ao ritmo e à intensidade do ciclo de cortes, ressaltando que as decisões dependerão da evolução dos fatores que permitam maior confiança no cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante.
A manutenção da taxa já era esperada pelos agentes do mercado, que também aguardavam sinais sobre os próximos passos do BC.
De acordo com a última edição da pesquisa Focus, realizada pelo próprio Banco Central, instituições financeiras reduziram pela terceira vez consecutiva a projeção para o IPCA em 2026, agora estimado em 4%. Para 2027, a previsão também recuou, chegando a 3,80%. Apesar da trajetória de queda das expectativas, o BC ainda vê riscos para a inflação nos próximos anos.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação, pois influencia diretamente os juros cobrados de pessoas físicas e empresas. A meta de inflação perseguida pela autoridade monetária é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, entre 1,5% e 4,5%.
No cenário internacional, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, também manteve inalterada a taxa de juros do país nesta quarta-feira, fixando-a na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — o menor patamar desde setembro de 2022. A decisão, conforme já esperado pelo mercado, interrompeu um ciclo de três cortes consecutivos promovidos pelo Fed.
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