Finanças

Com autorização de Toffoli, PF abre inquérito para apurar ataques ao Banco Central no caso Master

Influenciadores digitais teriam sido pagos para disseminar críticas ácidas e informações enviesadas

Agência O Globo - 28/01/2026
Com autorização de Toffoli, PF abre inquérito para apurar ataques ao Banco Central no caso Master
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: Reprodução

O ministro Dias Toffoli, relator das investigações que envolvem o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito pela Polícia Federal para apurar uma possível estratégia coordenada de ataques nas redes sociais contra o Banco Central e seu presidente, Gabriel Galípolo.

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A investigação da PF tem como foco a contratação de influenciadores digitais que, supostamente remunerados, teriam difundido críticas contundentes e informações distorcidas sobre a política monetária e a atuação da autoridade monetária nacional.

O caso chegou à Polícia Federal após alertas sobre o uso de perfis de grande alcance, que, de forma sincronizada e com discurso padronizado, passaram a direcionar críticas à gestão de Galípolo.

O objetivo dos investigadores é identificar quem financiou essas publicações e apurar se houve o uso de recursos públicos ou de grupos privados interessados em desestabilizar a instituição.

Agora, a PF busca obter notas fiscais e contratos de agências de marketing responsáveis pela gestão desses influenciadores.

Profissionalização da desinformação

A linha de investigação guarda semelhança com outros inquéritos em andamento no STF, que tratam da profissionalização da desinformação no país.

O foco não recai sobre a crítica política — resguardada pela liberdade de expressão —, mas sobre a falta de transparência no financiamento e a possível existência de uma estrutura organizada para desgastar a imagem de servidores públicos e instituições de Estado.

Se for comprovado o uso de recursos ilícitos ou a prática orquestrada de calúnia e difamação, os envolvidos poderão responder por associação criminosa.