Finanças

Justiça determina apreensão de passaporte do fundador da Polishop por dívidas bancárias

Itaú cobra valor relacionado a empréstimo de empresa de João Appolinário, em recuperação judicial

Agência O Globo - 26/01/2026
Justiça determina apreensão de passaporte do fundador da Polishop por dívidas bancárias
João Appolinário - Foto: Reprodução / Instagram

A Justiça de São Paulo determinou à Polícia Federal a apreensão do passaporte de João Appolinário, fundador da Polishop. A medida também se estende ao sócio Carlos Marcos de Oliveira Neto.

A decisão foi tomada no âmbito de uma ação de cobrança movida pelo banco Itaú, em tramitação desde 2024 na 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo. O processo envolve a Polishop e refere-se a um empréstimo bancário não quitado. O juiz Douglas Iecco Ravacci determinou que a apreensão dos passaportes seja realizada pela Polícia Federal pelo prazo de dois anos, conforme decisão publicada na última quinta-feira, 22.

Segundo o magistrado, a medida é necessária diante do histórico do processo, marcado por "reiteradas tentativas frustradas de localização de bens, bem como resistência injustificada dos executados ao cumprimento das ordens judiciais, circunstâncias que evidenciam a necessidade de providência coercitiva apta a induzir comportamento colaborativo".

De acordo com o site Infomoney, o Itaú cobra uma dívida de R$ 1,9 milhão da Polishop, referente a um empréstimo de R$ 5 milhões que estaria inadimplente desde abril de 2024. O jornal O Globo tenta contato com as defesas de João Appolinário e Carlos Marcos de Oliveira Neto.

A Polishop está em recuperação judicial desde 2024.

Com dívidas estimadas em R$ 395,6 milhões, a empresa apresentou um plano de reestruturação que previa cortes no orçamento e a criação de um modelo de franquias, o que teria desagradado a Carlos Marcos de Oliveira Neto, então diretor de Operações e detentor de 50% das ações.

Segundo informações da Polishop, os desentendimentos entre os sócios começaram em 2019 e se agravaram com a pandemia, que trouxe aumento nos custos de locação em shoppings e restrição no crédito para o varejo após a crise da Americanas. A disputa foi encerrada em 2024, quando a participação de Oliveira Neto caiu para menos de 3%.