Finanças

Déficit nas contas externas do Brasil chega a US$ 68,6 bilhões em 2025, aponta Banco Central

Investimentos diretos no país também apresentaram crescimento no período

Agência O Globo - 26/01/2026
Déficit nas contas externas do Brasil chega a US$ 68,6 bilhões em 2025, aponta Banco Central
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

As contas externas brasileiras fecharam 2025 com um déficit de US$ 68,6 bilhões, representando um aumento de 3,9% em relação ao resultado de 2024. Os dados, divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC), evidenciam uma maior necessidade de financiamento externo para cobrir as despesas do país com o restante do mundo.

De acordo com o BC, o aumento do déficit foi impulsionado, principalmente, pela redução de US$ 5,9 bilhões no superávit da balança comercial em 2025. Apesar disso, parte dessa perda foi compensada por uma queda de US$ 2,2 bilhões no déficit de serviços.

O superávit de renda secundária — recursos gerados em uma economia e enviados para outra — também cresceu, alcançando US$ 1 bilhão. Já a renda primária permaneceu estável em relação ao ano anterior.

As contas externas englobam três grandes grupos: balança comercial (exportações e importações); serviços (gastos com transporte, aluguel de equipamentos, tecnologia e turismo); e renda primária (lucros, dividendos e juros remetidos ao exterior).

Balança comercial: superávit de US$ 60 bilhões, uma redução de 8,9% frente ao ano passado. As exportações totalizaram US$ 350 bilhões, alta de 3,2% na comparação anual, enquanto as importações subiram 6,2%, chegando a US$ 290,9 bilhões.

Serviços: déficit de US$ 52,9 bilhões, queda de 4,1% em relação a 2024.

Renda primária: déficit de US$ 81,3 bilhões, mesmo valor registrado em 2024.

Investimento estrangeiro em alta

O levantamento do BC também mostra que o Brasil segue atraindo capital estrangeiro. Os Investimentos Diretos no País (IDP) — que representam recursos aplicados em fábricas, empresas e projetos de longo prazo — totalizaram US$ 77,7 bilhões (3,41% do PIB), uma elevação de 4,8% em relação aos US$ 74,1 bilhões observados em 2024.