Finanças
Depoimentos podem definir próximos passos de Toffoli no caso Master no STF
Devolver o caso à primeira instância é cogitado para reduzir desgaste diante das decisões do ministro
Os depoimentos dos investigados no caso do Banco Master, marcados para a próxima semana, devem ser decisivos para o rumo das apurações no Supremo Tribunal Federal (STF). Ministros da Corte avaliam que qualquer solução para amenizar o desconforto causado pela condução do caso pelo ministro Dias Toffoli só deve ser considerada após essa etapa.
Segundo integrantes do STF, a conclusão dos depoimentos e a análise das provas permitirão avaliar se as investigações devem permanecer no Supremo ou retornar à primeira instância. Como mostrou O GLOBO, a devolução do caso passou a ser vista como alternativa para contornar o desgaste provocado por decisões de Toffoli.
O processo chegou ao STF porque o nome de um deputado federal foi mencionado em material apreendido na Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, figura de forte influência em Brasília. Com os depoimentos, pode-se concluir que não há mais necessidade de manter o caso no Supremo, caso não haja menções a pessoas com foro privilegiado.
A definição sobre os depoimentos gerou atritos com a Polícia Federal, que inicialmente havia programado as oitivas para ocorrerem durante seis dias consecutivos. Toffoli, no entanto, determinou que um novo calendário fosse elaborado, concentrando os depoimentos em dois dias, a serem realizados no próprio STF — decisão incomum, já que normalmente as oitivas ocorrem na sede da PF.
Os depoentes deverão responder sobre as provas reunidas pela PF nas duas fases da Operação Compliance Zero, deflagradas em novembro de 2023 e janeiro deste ano. Na semana passada, o Supremo bloqueou R$ 5,7 bilhões dos investigados e expediu 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados.
Entre os nove que irão depor à PF estão ex-sócios de Daniel Vorcaro, como Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva; ex-diretores do BRB, como Dario Oswaldo Garcia Junior, e o atual superintendente de Operações Financeiras do banco, Robério Mangueira.
Daniel Vorcaro e Paulo Henrique, ex-presidente do BRB, não devem ser ouvidos novamente, pois já prestaram depoimento no fim do ano passado por determinação de Toffoli.
As investigações apuram suspeitas de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa na emissão de carteiras de crédito "insubsistentes" do Banco Master ao BRB, totalizando R$ 12 bilhões.
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