Finanças
Arrecadação federal fecha 2025 no maior nível da série histórica e soma R$ 2,88 trilhões
Resultado anual teve alta real de 3,75% e foi impulsionado pelo forte desempenho em dezembro
A arrecadação de tributos federais encerrou 2025 no maior patamar desde o início da série histórica, em 1995, totalizando R$ 2,88 trilhões no acumulado do ano. Os dados, divulgados nesta quinta-feira, mostram um crescimento real de 3,75% em relação a 2024, reforçando o peso da arrecadação no debate fiscal que antecede 2026.
Considerando somente os tributos administrados pela Receita Federal, o valor arrecadado atingiu R$ 2,76 trilhões, com alta real de 4,27% no ano. Segundo o órgão, o resultado foi sustentado pelo avanço da massa salarial, pela resiliência do setor de serviços, pelo aumento da arrecadação financeira e por mudanças na legislação tributária ocorridas ao longo de 2025.
A Receita Federal ressalta que a comparação anual é impactada por eventos atípicos registrados em 2024, o que reduz parcialmente a taxa de crescimento. Sem esses efeitos extraordinários, a arrecadação de 2025 teria avançado 4,82% em termos reais, indicando uma expansão mais robusta da base tributária.
Dezembro impulsiona resultado anual
Em dezembro, a arrecadação federal somou R$ 292,7 bilhões, registrando crescimento real de 7,46% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O desempenho expressivo no último mês do ano foi determinante para consolidar o recorde de 2025.
O principal destaque do mês foi a Receita Previdenciária, que alcançou R$ 93,5 bilhões, alta real de 4,45%. O resultado reflete o aumento da massa salarial e a recomposição da base de contribuições após mudanças na desoneração da folha. Também houve forte avanço do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital, cuja arrecadação cresceu 22,7% em termos reais, impulsionada por aplicações financeiras.
Tributos e setores em destaque
A arrecadação de PIS/Pasep e Cofins totalizou R$ 51,3 bilhões em dezembro, com alta real de 5,55%. Apesar do desempenho mais fraco do comércio, o resultado foi compensado pela expansão do setor de serviços e pelo aumento da arrecadação do sistema financeiro.
No acumulado do ano, a Receita Previdenciária somou R$ 737,7 bilhões, com alta real de 3,27%. Já o IOF registrou crescimento real de 20,5%, impulsionado pelo maior volume de operações de crédito, câmbio e títulos mobiliários após alterações normativas.
Entre os setores que mais contribuíram para o desempenho da arrecadação em 2025 estão instituições financeiras, petróleo e gás, tecnologia da informação, serviços profissionais e atividades de apostas, que passaram a recolher tributos de forma mais estruturada ao longo do ano.
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