Finanças
Liquidação do Will Bank é a sexta intervenção ligada ao caso Master; confira a lista
Processo teve início no núcleo do grupo e avançou para empresas controladas e coligadas
A liquidação do Will Bank, decretada nesta quarta-feira pelo Banco Central (BC), representa a sexta intervenção direta relacionada ao caso do Banco Master, considerado um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro nos últimos anos. Desde novembro de 2025, a autoridade monetária vem promovendo o desmonte, em etapas, do conglomerado e de instituições ligadas ao seu ecossistema, diante de insolvência financeira, suspeitas de fraudes contábeis e colapso operacional.
O processo teve início pelo núcleo do grupo, com a liquidação das principais instituições do Master, e avançou, nas semanas seguintes, para empresas coligadas e controladas. A tentativa de preservar o Will Bank, braço digital do conglomerado, fracassou após o banco descumprir pagamentos no arranjo da Mastercard, levando o BC a concluir que a insolvência era irreversível.
Cronologia das liquidações ligadas ao caso Master
1. Núcleo do conglomerado — 18 de novembro de 2025
Nesta data, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial das principais instituições do grupo, após identificar crise de liquidez e indícios de irregularidades:
- Banco Master S/A (instituição líder)
- Banco Master de Investimento S/A
- Banco Letsbank S/A (atual BlueBank)
- Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários
2. Braço de investimentos — 15 de janeiro de 2026
CBSF DTVM (antiga Reag Investimentos): liquidada por envolvimento direto nas suspeitas de fraude, incluindo a administração de fundos que teriam sido usados para inflar artificialmente o patrimônio do grupo.
3. Extensão final — 21 de janeiro de 2026
Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento (Will Bank): liquidada após o fracasso da tentativa de venda e o descumprimento da grade de pagamentos com a Mastercard, que resultou no bloqueio da instituição no arranjo de cartões.
Impacto para investidores
Com as liquidações, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi acionado para ressarcir investidores em produtos cobertos, como CDBs, LCIs e LCAs, até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição, respeitado o teto global de R$ 1 milhão. O caso do Master resultou no maior acionamento da história do fundo, com cerca de R$ 41 bilhões reservados para pagamentos.
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