Finanças
Anvisa suspende suplementos alimentares de duas marcas; confira
Produtos são da Cycles Nutrition e Mushin
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu três suplementos alimentares da marca Cycles Nutrition por conterem substâncias não avaliadas em testes de segurança. A decisão foi publicada nesta terça-feira (20) no Diário Oficial da União e determina também o recolhimento dos produtos.
A medida atinge os suplementos Recover Cycles Nutrition, Shot Ritual Cycles Nutrition e Relax Ritual Cycles Nutrition, todos fabricados pela Sylvestre Indústria e Comércio de Insumos Alimentícios. Segundo a Anvisa, nenhum desses suplementos poderá ser comercializado, distribuído, fabricado, importado, divulgado ou consumido.
De acordo com o órgão, os produtos contêm ingredientes cuja segurança não foi comprovada para uso em suplementos alimentares, o que pode representar graves riscos à saúde dos consumidores.
O que diz a empresa
Em nota publicada nas redes sociais, a Cycles Nutrition afirmou que "sempre que possível" utiliza ingredientes compostos "principalmente por frutas e vegetais, que passam por processos rigorosos de escolha, qualidade e certificação" até a composição final dos produtos.
A empresa acrescentou que os extratos vegetais e de frutas citados "são ingredientes compostos de fruta ou vegetal em pó, classe amplamente utilizada nacional e internacionalmente para conferir aroma, sabor e cor a suplementos e alimentos".
"Estamos prestando todos os esclarecimentos, estudos e dossiês técnicos necessários e seguiremos mantendo todos os nossos clientes e parceiros informados com total transparência", diz o comunicado da Cycles Nutrition.
Mushin
Além da Cycles Nutrition, a Anvisa também suspendeu nesta terça-feira (20) três produtos da empresa Mushin Serviços e Comércio no Geral.
Os produtos Fantastic Oat Frutas Vermelhas, Fantastic Oat Banana e Caramelo e Fantastic Oat Maçã e Canela foram proibidos de serem comercializados, distribuídos, fabricados e consumidos, com determinação de recolhimento imediato.
Segundo a Anvisa, esses produtos eram fabricados e vendidos com a informação de conter "extrato de cogumelo rico em vitamina D", ingrediente cuja segurança ainda não foi avaliada para uso em suplementos alimentares. Além disso, a empresa alegava que os produtos poderiam reduzir níveis de colesterol ruim e controlar o açúcar no sangue, alegações sem comprovação científica.
Empresa se manifesta
Procurada pela Agência Brasil, a Mushin informou ter sido surpreendida com a publicação da Anvisa. "Infelizmente, deve ter ocorrido algum mal-entendido na leitura da legislação, pois o extrato de Cogumelo Agaricus Bisporus contendo Vitamina D2 foi aprovado para uso em alimentos convencionais e suplementos alimentares. Nós somos muito corretos e sérios em relação aos produtos que comercializamos para nossos consumidores. Temos todos os documentos de aprovação do ingrediente. Ele foi avaliado quanto à segurança e aprovado aqui no Brasil em 2023", diz a nota da empresa, que informou já ter acionado advogados para buscar a solução do caso.
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